"A influência da sociedade no contexto desportivo das equipas"

Como a sociedade influência o desporto...

A Alemanha desde sempre primou pela aposta no desporto, pelas conquistas nas grandes competições, como comprovam as medalhas que já conquistam nos diversos desportos. A competitividade, independentemente das áreas em causa (desporto, economia, sociedade, etc.), é sem dúvida uma das “bandeiras” que faz evoluir o país.


Falando do desporto maior, vemos nos principais clubes um crescendo de competitividade, pelas diversas competições onde vão participando, não acontecendo esse facto ao acaso.

A competitividade começa dentro do próprio país, relativamente ao futebol a competição interna começa nas contratações que os clubes fazem uns aos outros, valorizando assim o campeonato alemão e os seus jogadores.

Olhando os cinco primeiros classificados da Bundesliga, FC Bayern Munique (ex. Neuer, Mario Götze, Sebastian Rode, Joshua Kimmich, Lewandowski), BVB Dortmund (ex. Reus, Papastathopoulos, Adrián Ramos, Leitner),  Hertha BSC (ex.  Weiser, Niklas Stark, Tolga Ci?erci) e Schalke 04 (ex. Goretzka, Giefer, Roman Neustädter), Bayer Leverkusen (ex. Julian Brandt, Bernd Leno, Kampl, Jonathan Tah), verificamos que a prospecção interna tem vindo a funcionar muito bem.

A valorização do jogador alemão começa a dar frutos também nas selecções jovens que começam a destacar-se.

A aposta no jogador alemão (hoje muito mais técnico que físico, ao contrário de à uns anos atrás - e ainda bem), tem permitido que estes comecem a ser cobiçados por outros grandes clubes, como já aconteceu com Kroos, Özil,  Schweinsteiger, André Schürrle entre outros… provavelmente  será Leroy Sané, o próximo a dar o salto para outras paragens.

O modelo desportivo alemão deveria ser alvo de um estudo aprofundado, para que fosse possível uma melhor compreensão da sua evolução, analisando quais os factores que estão na génese do sucesso que têm vindo a alcançar.

Segundo Jurgen Klopp, “foi imposto aos clubes passar a ter centros de rendimento: professores de futebol, treinadores de jovens mais bem preparados, e melhores condições. E quem não tivesse não poderia licenciar-se para a Primeira nem sequer a Segunda Divisão. Isso foi muito útil e agora temos uma incrível quantidade de jogadores talentosos. Nunca deixam de aparecer novas promessas. Tornamo-nos mais corajosos, ao lançar para o campo miúdos de 17 anos. As coisas mudaram tanto que agora o que o que nos falta é o jogo aéreo”.

Em 2005, o Dortmund estava à beira da falência, com a entrada do director executivo Hans-Joachim Watzke começou a operar-se uma profunda reestruturação, que teve como filosofia base a ideia que um clube deve ser visto e gerido como uma empresa. A grande medida foi a contratação da consultora alemã Roland Berger, para que actuasse preferencialmente em quatro grandes vertentes: estratégica, financeira, a gestão e a eficiência operacional. Estes são verdadeiros exemplos a considerar na gestão do futebol.

Para perceber melhor qual o caminho que estão a seguir, Paul Breitner (ex. internacional Alemão, embaixador e scouter chefe do FC Bayern Munique), deixa-nos ideias interessantíssimas sobre o futebol. Este afirma que não é possível ter uma seleção forte sem uma bundesliga forte e competitiva.

(http://www.youtube.com/watch?v=H1Sp12LdUh8)

Não deveríamos olhar para estes exemplos como exemplos a seguir? Nos bons ou nos maus exemplos existem sempre conclusões a retirar…

 

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Sobre André Mendes

André Mendes

Quem gosta de futebol tem de se preparar para trabalhar em diversos contextos de trabalho, esse facto leva-nos a um crescimento que acabará por ser fundamental no nosso desempenho....

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