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Tue, 10 Oct 2017 20:29:14
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McEachran. O condutor do sonho inglês.

A geração do novo século faz sonhar todo um povo que em Inglaterra anseia pelo regresso aos triunfos internacionais da selecção dos três leões.

Enquanto todas as atenções estão centradas nos fantásticos Phil Foden, Jadon Sancho e Angel Gomes, há um miúdo frazino no meio campo que encanta ainda bastante mais todos quanto os que lhe entendem o jogo. George McEachran não é muito potente fisicamente, não é forte, nem tão pouco alto. Fisicamente tem um perfil que até à tão pouco era desdenhado no país que inventou o futebol.

Tem porém tudo o que mais importa para ter impacto no jogo. Um binómio qualidade de decisões / capacidade técnica que impressiona, e faz toda a sua equipa girar ao seu redor, e jogar! Dos seus pés e decisões saem bolas sem fim para dentro da estrutura adversária, progride quando há espaço, atrai, liga de forma vertical, e mesmo quando o espaço escasseia, tem sempre ideias ofensivas. A facilidade com que coloca os colegas em posição de poder criar perigo tornam-o uma das maiores promessas mundiais entre os jogadores que ligam todo o jogo ofensivo.

Não houve top de maiores promessas no Mundial sub 17 que contemplasse a presença de McEachran. O tempo provará o erro.

 

George McEachran from Videos para “Lateral esquerdo” on Vimeo.

Fri, 08 Dec 2017 17:53:27
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Malcom – O diabrete canarinho

Malcom tem 20 anos e joga como extremo nos franceses dos Bordéus, para onde se transferiu em Janeiro de 2016 vindo do Corinthians. Neste momento tem vindo a brilhar na Liga Francesa, marcando cinco golos e fazendo cinco assistências em 16 jogos.

Canhota maravilha

Este craque de terras de Vera Cruz é um autêntico diamante por ser ainda apanhado na rede de um colosso europeu. Com um pé esquerdo capaz de iludir qualquer defesa, aliada à sua fantástica velocidade e poder de aceleração, Malcom consegue ser uma seta sempre apontada à baliza adversária. É um extremo que gosta muito de flectir para o centro do terreno, tem uma visão de jogo muito boa e consegue decidir bem na etapa de criação.

Lapidação do talento inato.

Malcom Filipe Silva de Oliveira, decorem este nome, tem ainda alguns aspectos a trabalhar nas suas características técnico-táticas, até porque do ponto de vista da sua mentalidade é um jogador muito confiante e forte. Na fase defensiva, sobretudo na transição ataque-defesa, revela alguns problemas no ‘shifting’ vertical com o bloco defensivo da sua equipa, assim como num melhor posicionamento a nível táctico, que obrigue o defesa a ir para a linha lateral, em vez de conseguir penetrar no centro do terreno.

Caso consiga manter o nível exibicional que tem mostrado pelos girondinos, Malcom pode vir a ser um extremo de alto gabarito no futebol europeu, dando o salto para um clube de aspirações bem maiores às do Bordéus.

O conteúdo Malcom – O diabrete canarinho aparece primeiro em ProScout.

Thu, 23 Nov 2017 11:18:37
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Educar O SONHO: Ética e envolvimento parental na prática desportiva

«Educar O SONHO: Ética e envolvimento parental na prática desportiva» é o título do livro de Vítor Santos colaborador do FDF Futebol de Formação. Com prefácios de José Lima (Coordenador do Plano Nacional de Ética Desportiva) e de João Luís Esteves (Doutorado em desporto e ex-jogador profissional de futebol), o livro tem ainda proémios de Júlio Garganta (Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto), de Duarte Gomes (ex-árbitro internacional e atual comentador de arbitragem) e de Rui Miguel Tovar (jornalista e comentador do programa Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio da RTP). Além disso, o livro tem a chancela da Chiado Editora. As ilustrações são de Miguel Rebelo e Paulo Medeiros.

Trata-se de uma seleção de artigos publicados em vários Órgãos de Comunicação Social e revistos para esta edição. Os temas da ética e do envolvimento parental na prática desportiva dos filhos são a base deste livro, que aborda ainda temas relacionados com o impacto do despovoamento do interior no desporto, a arbitragem, uma homenagem a João Manuel, profissional de futebol já falecido, entre outros. O livro contém igualmente um caderno pedagógico sobre a participação dos pais na prática desportiva.

Vítor Santos nasceu em Viseu, em 1967, tendo sido praticante desportivo em várias modalidades e treinador de futebol de formação. Na sua vida, concilia a prática desportiva com a escrita e propõe-nos neste livro várias reflexões que vão desde os comportamentos e os valores do desporto até à importância do desporto na sociedade. Atualmente, tem realizado comunicações no âmbito da ética desportiva no país e estrangeiro.

No seu prefácio, José Lima escreve «Preocupado com a situação atual do desporto de formação e crítico com o futebol profissional, Vítor Santos leva-nos para uma reflexão provocadora do triângulo do desporto de formação: o atleta, os pais e o clube/treinador» e «O autor, por outro lado, deixa um manifesto, de certa forma político, ao abordar a desertificação do interior e a falta de recursos como aspetos limitativos do desenvolvimento desportivo no interior».

Por sua vez, João Luís Esteves declara «Importa referir que o livro não se limita a tocar em aspetos menos positivos do comportamento de Pais e Treinadores, ele promove, concomitantemente, a profilaxia destes comportamentos acendendo luzes orientadoras para este difícil processo de formação através do Desporto», rematando com «Estamos, assim, perante uma obra de leitura obrigatória para todos os que intervêm, direta ou indiretamente, no processo de formação de futuros Homens através do Desporto». Júlio Garganta, no seu proémio, afirma «Crianças e jovens, quando chegam para que os ajudemos a ser melhores, trazem consigo sonhos. Esses sonhos correm o risco de se transformarem em deceções e frustrações, quando não são devidamente enquadrados ou, como diz o Vítor Santos neste livro, educados».

O livro será publicado em Dezembro 2017

Mon, 02 Oct 2017 13:41:00
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Liga SportZone – Antevisão


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O presente artigo e previsão estava programado para um prazo anterior, no entanto, o número de bloqueios a que temos sido alvo na nossa página do facebook, assim não o permitiu. Pedimos ao Leitor que visite directamente o link do blog e que comentem e deixam sugestões na nossa caixa de comentários. Contamos com a vossa ajuda para crescer ainda mais e sem a vossa presença indispensável, não conseguiremos dar o passo seguinte. É vital para continuarmos o trabalho desenvolvido que o Leitor passe a fixar-se na página ofical do blog. Como tal, registem os vossos perfis e estejam à disposição para comentar! FA TEAM.
             Antes de começar qualquer abordagem sobre o que me parece ser possível de acontecer na nova edição que da Liga Sport Zone, o escalão máximo do Futsal Português, quero dizer que gosto muito pouco de fazer este tipo de projecções, no entanto tudo não passa de uma opinião pessoal e que errando ou acertando, sendo justo ou injusto, não passa disso mesmo, opinião pessoal. Noutra vertente, este texto é também uma actualização das novidades recentes das equipas do nosso campeonato e também daquilo que se pode esperar das mesmas.       
             Iniciando e falando de forma generalizada desta Liga, salta logo o aumento de qualidade que penso ter sido dado a variadas equipas, que se reforçaram bem e vão criar enorme expectativa na luta pelo Playoff, depois o factor casa que este ano me parece ser algo que ainda vai fazer mais a diferença e poder criar uma maior dificuldade nas deslocações dos dois grandes presentes neste campeonato e por último a luta pelo primeiro lugar, que este ano me parece estar mais equilibrada e “justa” para o treinador do Benfica. A tudo isto há que juntar a qualidade do treinador Português que fora dos clubes “grandes” vão fazendo milagres e tentando milagres que me parecem ter maiores possibilidades de ocorrer este ano. Tudo isto fica um pouco mais facilitado de fazer quando já temos três jornadas do campeonato decorridas e também uma Supertaça em que o Sporting saiu vitorioso num jogo que primou pelo equilíbrio.



Começando a análise individual deste campeonato:

 - Sporting C.P.: Naturalmente favorito ao campeonato, resultado de uma estabilidade mantida nos últimos anos e que este ano sai reforçada com a entrada de dois dos melhores jogadores do mundo e que, ainda por cima, já estão mais do que identificados com o clube e treinador. As entradas de Divanei e Cardinal são claras adições ao plantel e nem se pode falar que entram para colmatar saídas pois tanto Leo como Paulinho nem de perto davam à equipa o que estes dois podem dar. Se a qualidade de jogo evoluir e a competitividade interna também, vejo o Sporting como uma das duas equipas favoritas a ganhar a primeira UEFA Champions de Futsal;

- S.C.Braga/AAUM: Depois da proeza de se intrometer entre o Benfica e o Sporting, o Braga parece ter tido perdas impossíveis de substituir. André e Tiago eram duas peças cruciais para o Braga da época passada, no entanto a manutenção de Nilson, André Machado e Vitor Hugo são algo que, com o possível crescimento de Bruno Cintra, as entradas de Cássio, Ludgero e Tiaguinho acabem por dar uma nova dinâmica e a manutenção da capacidade que se apresentou na época passada. Falo um pouco limitado deste plantel, pois desconheço por completo Gu, Gabriel Rosa e Uesler e mesmo conhecendo o Ruan, não sei como será a adaptação ao nosso campeonato, mas se todos eles tiverem o mesmo potencial do Ruan e se a adaptação decorrer bem, apresentando um crescimento sustentado, o Braga terá uma luta competitiva com o Fundão, Azeméis e Módicus pelo terceiro lugar. De realçar também a participação histórica numa competição Europeia e que muita curiosidade desperta;

- S.L. Benfica: Este Benfica só peca por não poder lutar por uma competição Europeia, porque qualidade e competência tem. Antes de mais suprimiu os erros da época anterior, demonstrando que sabia onde tinha errado e que tinha que atalhar caminho para recuperar o tempo perdido e a época desastrosa que foi (o que ainda faz mais estranhar o que aconteceu). Desde logo percebeu que Cristiano é um guarda redes capaz e merecedor de maior importância e com a substituição de um flop por uma certeza, que é a saída de Cristian e a entrada de Roncaglio. Depois a contratação de jogadores que são referências mundiais, como Robinho e Deives a que se juntam as entradas de Raúl Campos (mais um internacional de qualidade) e jogadores da formação com uma enorme qualidade como Afonso. Por último o mercado interno, com a entrada dos dois melhores jogadores portugueses que não atuam no Sporting ou Benfica (excluindo Ricardinho do Intermovistar), André Coelho e Tiago Brito e ainda o regresso de Bruno Pinto, que não tendo a qualidade de todos os outros, também tem argumentos. Olhando para as saídas, só Elisandro e Fernando poderiam ter importância neste Benfica, que ainda manteve Hemni, Chaguinha e jogadores que já são da casa como Bruno Coelho e Fábio Cecílio. Assim, penso que o Benfica é candidato a todas as competições internas e que em nada fica a dever ao plantel do Sporting, pela primeira vez nos últimos três anos;

- C.F “Os Belenenses”: O Belenenses tem um começo de campeonato terrível, não sendo de estranhar que até à 5ª Jornada pouco ou nada tenha pontuado. Uma das equipas que menos alterações fez, mantém-se com qualidade, mas penso que estará uns furos abaixo da época anterior. Estará na luta pelo Playoff e deverá conseguir o seu lugar no top 8, no entanto com maior dificuldade que na época anterior devido ao aumento qualitativo de outras equipas;

- Módicus Glassdrive: Depois do grande nível apresentado na época passada, o Módicus deverá voltar a estar na luta pelos primeiros lugares da tabela, não me admirando que conseguisse o terceiro lugar. Embora tenha perdido Ricardinho para o Fundão, tem a entrada de um Pivot da qualidade de Joel Queirós e também de um jogador com a experiência de Luis Miguel. Como tal, temos aqui um candidato ao terceiro lugar e com aspirações às Taças;

- A.D. Fundão: Um Fundão de cara lavada, com perdas importantes, como as de Iago, Noé Pardo e Waltinho, mas com a entrada de jogadores de enorme qualidade, no entanto será difícil ter outro Iago na baliza. A entrada de Mário Freitas, Ricardinho e Pauleta, trazem experiência da realidade do nosso campeonato e também qualidade, bem como a manutenção de Erick e do jovem Kiko, que fez uma época fantástica no Casal Velho. A estes se juntarmos Eskerda e Márcio Moreira e se Danny continuar a crescer como se espera, temos desde logo uma equipa competitiva. A todos estes há que ainda juntar jogadores que para mim são completos desconhecidos, como Gui, Fogaça e Pirulito (este último tem apresentado um excelente nível) e que deverão fazer do Fundão um dos candidatos ao terceiro lugar e também a algumas aspirações (como de costume) nas Taças;

- C.D. Burinhosa: O Burinhosa é uma das equipas que nem se reforçou mal mas que parece ter começado o campeonato com o pé esquerdo, no entanto só com o Rio Ave desiludiu verdadeiramente. Para além de Bruno Pinto não perdeu mais nenhum jogador de importância capital e viu entrar vários jogadores com experiência acumulada no campeonato, no entanto será das equipas que me parece estar fora do Playoff e que deverá ter cuidados para não descer;

- Rio Ave F.C.: Deverá continuar na mesma linha competitiva das últimas duas épocas e estar na luta pelo Playoff até ao fim, fruto da estabilidade de plantel que tem tido e do conhecimento que vão tendo. Ainda conta com um reforço importante que é o Tiago Cruz, jovem de enorme qualidade. Mesmo com a saída de Romário, deveremos ter o Rio Ave na luta pelo Playoff até ao fim, podendo conseguir o seu lugar ou ficando perto disso;

- F. Azeméis by Noxae: Penso que depois da afirmação na divisão máxima, o Azeméis ganhou uma estabilidade assinalável e nem a perda de jogadores potencialmente importantes como André Gomes, Porfírio, Arnaldo e Luis Miguel mas que nem demonstraram assim tanto peso como o expectável, irá abranda o crescimento desta equipa. A manutenção de Nandinho, Cristiano e Emerson e as entradas de Paulinho Roxo, Eli Juníor e Tiago Sousa fazem adivinhar uma participação competitiva desta equipa, que deverá melhorar a classificação da época anterior e podendo mesmo estar na luta pelo terceiro lugar do campeonato;

- F.C. U. Pinheirense: Equipa de constantes altos e baixos, penso que deverá manter esta intermitência esta época, sendo sempre de esperar um Pinheirense muito mais forte em casa do que fora. Tem no regresso de André Gomes o seu grande reforço e a expectativa num regresso forte de Ricardo Fernandes para conseguir ter um campeonato tranquilo, no entanto a perda de Paulinho Roxo pode ser difícil de colmatar numa equipa como esta. Mantém Ciro e Paulinho, o que também é extremamente positivo para a luta pela manutenção, o que deve ser mesmo o objectivo do Pinheirense, no entanto não deverá ser fácil;

- Quinta dos Lombos Resul: Vai ser mais um campeonato de muita crença para o Quinta dos Lombos, no entanto deverá atingir o seu objectivo que é a manutenção. Aposta em jogadores bem conhecido da zona e com experiência de primeira divisão, não tendo tido grandes perdas. Deverá continuar na divisão máxima de Futsal e se conseguir ser forte nos jogos em casa poderá até aspirar ao Playoff;

- Leões de Porto Salvo: Outra das equipas que mais mexidas teve, recebe reforços de peso e elevada experiência de primeira divisão, como os casos de Bebé, Cherif, Teka e João Marçal. Penso que terá uma época com menos sobressaltos que a anterior e estará na luta pela Playoff;

- C.D Aves / Emeserv.pt: Uma das equipas premiadas com a subida, manteve a sua estrutura principal e recebeu ainda jogadores de qualidade como Peixoto e Marafona. Penso que lutará pela manutenção e que terá uma tarefa árdua até ao fim;


- G.D. Fabril – Auto Kuatros: O Fabril conseguiu a tão aspirada subida e certamente não pretenderá descer tão cedo. Tem um plantel competitivo, no entanto tem um início de época complicado e que poderá levar a uma desmotivação para os jogos verdadeiramente importantes. Recebeu Yulian como grande reforço, mas perdeu Cherif por outro lado. Vai ser uma época longa e dura para o Fabril;
Previsões:

Campeão – S.L. Benfica;
Playoff – S.L. Benfica; Sporting C.P.; A.D. Fundão; S.C. Braga /AAUM; Módicus Glassdrive; F. Azeméis by Noxae; Rio Ave F.C.; C.F. “Os Belenenses”;
Despromovidos – F.C. U. Pinheirense; G.D. Fabril -Auto Kuatros;

João Almeida

Sat, 16 Dec 2017 09:00:38
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Burnley – A Surpresa da Premier League mostra como se faz muito com pouco!

Burnley – A Surpresa da Premier League mostra como se faz muito com pouco!

O melhor exemplo, na presente época, que se pode fazer muito com pouco é o Burnley, que actua na Premier League Inglesa.

Os Clarets, apesar de em 1888 terem sido um dos doze fundadores da Football League, jamais tiveram um lugar de destaque no desporto rei da Velha Albion, ainda que tenham sido campeões por duas ocasiões, nos longínquos anos de 1921 e de 1960.

Porém, nos últimos anos, o clube tem experimentado o elevador das promoções e consequentes despromoções. Aconteceu, assim, em 2010, 2014 e por fim em 2016 anos em que o clube ascendeu à Premier League.
Contudo, esta última subida parece trazer consigo um projecto de maior estabilidade.

Depois de na passada temporada, o clube ter-se salvo da descida por uma margem confortável de seis pontos, deixando atrás de si equipas com maiores recursos financeiros como os desprovidos Hull City, Middlesbrough e Sunderland, bem como o Watford da família Pozzo, esta temporada tem tido um toque de surpreendente, que nem sequer o adepto mais optimista que se senta no Turf Moor (estádio do clube) poderia alvitrar.

Efectivamente, a equipa orientada por Sean Dyche ocupa um estrondoso sexto lugar na tabela classificava, só atrás dos colossos de Manchester, do Chelsea, do Tottenham e do Liverpool…clubes com outros orçamentos e, obviamente, outras ambições. Mas, que estamos perante o fenómeno mais semelhante à fabula do Leicester de Ranieri, ninguém duvide!

Contudo refira-se que este clube, ainda, consegue ser bem modesto que os “Foxes”, sendo inclusivamente um dos poucos clubes do escalão principal inglês, de propriedade exclusiva de cidadãos britânicos: Mike Garlick e John Banaszkiewicz.

Refira-se que o primeiro assume algo pouco visto no mediático e competitivo campeonato inglês: é adepto do clube que é dono e assume que o negócio está atrás da paixão. Refere, em várias entrevistas, que o “seu” Burnley só mudaria de mãos para alguém que apresentasse um projecto sólido e sustentado em garantias de sucesso, para que no futuro ninguém lhe pudesse assacar culpas de ter vendido o grande amor de uma pequena cidade a aventureiros ou visionários capazes de conduzir o emblema à ruína.

E tal paixão aliada à racionalidade, depreende-se facilmente da política desportiva, baseada no realismo, em ter os “pés bem assentes no chão”. Tanto assim é, que falamos de um plantel extremamente experiente, com média etária de quase 29 anos, sendo a maioria dos jogadores britânicos, à excepção do guardião dinamarquês Lindergaard, do norueguês Ulvestad, do nosso bem conhecido Steven Defour e do neozelandês Chris Wood. Ou seja, nada das grandes estrelas que habitam nos relvados da Liga principal inglesa!

E esses dons de experiência e humildade têm as grandes armas de uma equipa construída com a perfeita consciência das suas limitações, mas também das suas virtudes.

Ipso modo, seguindo as indicações dadas pelo site Transfermarkt, ficamos a saber que o jogador mais valioso da equipa é, precisamente, Chris Wood, avaliado em 12 milhões de euros, um montante inalcançável para a maioria dos clubes portugueses, mas “verdadeiros trocos” para o inebriante mundo do futebol inglês.

Entretanto, jogo a jogo, a equipa vai desmentindo os prognósticos de ser uma das mais fortes candidatas à desproporção…se a surpresa se concretizará com um apuramento europeu ainda é cedo para sabermos…mas, que o mérito de fazer muito com poucos recursos esse já ninguém tira aos “Clarets”!

A Economia do Golo

Autoria: Vasco André Rodrigues (A Economia do Golo)

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Thu, 30 Nov 2017 00:23:00
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FLAMENGO - ORGANIZAÇÃO OFENSIVA



O Flamengo foi uma das equipas sensações desta época no Brasil, embora de forma intermitente. Depois de um início complicado com o técnico Zé Ricardo, a direcção decidiu apostar no colombiano Reinaldo Rueda.
‘Mengão’ nem sempre foi um conjunto consistente mas mostrou ser uma equipa com um elevado potencial, fruto de jovens como Klebinho (19 anos), Léo Duarte (21 anos), Lucas Paquetá (20 anos), Matheus Sávio (20 anos), Vinicius Júnior (17 anos), Felipe Vizeu (20 anos) e Lincoln (16 anos). Na partida para a última jornada do Brasileirão, a equipa orientada por Reinaldo Rueda ocupa o 6º lugar com 53 pontos, disputa a meia final da Copa Sul-Americana e foi finalista da Copa do Brasil onde perdeu na final contra o Cruzeiro.
O Treinador Reinaldo Rueda mostrou neste jogo da Copa do Brasil um pouco do que pretende para o “seu” Flamengo e da sua ideia de jogo.
Relativamente aos seus antecessores, Reinaldo Rueda, mantém a ideia da posse desde o seu sector mais recuado, no entanto a sua proposta de jogo passa por verticalizar mais o jogo, para chegar ma área do adversário em menos tempo, procurando também surpreender as equipas contrárias, com um jogo mais rápido.
A sua estrutura organizacional passa por um 1-4-2-3-1, como mostra a figura 1.


 Figura 1: Organização Estrutural da equipa do Flamengo.
Na 1ª fase de construção conseguimos identificar dois tipos de indicadores que nos parecem importantes apontar. Uma saída a 3 com um dos médios a recuar, quer seja para o centro, entre os centrais, ou para um dos corredores, permitindo alguma projeção do lateral. No caso de um dos médios não baixar para criar uma situação a 3, a equipa mantém-se muito junta, com os laterais pouco projetados e os centrais muito próximos um do outro. Se na nossa opinião este factor é limitador para que a equipa possa sair com mais qualidade, também não somos alheios ao facto que numa possível perda de bola, a equipa está mais preparada para reagir à sua perda e procurar defender a baliza com mais eficácia. Nas figuras 2, 3 e 4 mostramos as diferentes opções na 1ª fase de construção.




 A equipa do Botafogo, e bem, conseguiu identificar qual o central com menos capacidade técnica e aproveitou todas as oportunidade para o pressionar. Como já fizemos referencia, por estarem demasiado próximos, os central do Flamengo acabam por facilitar esta pressão.

Nesta 1ª fase de construção os dois médios trabalham muito para poder ser solução por dentro. Uma particularidade é a complementaridade entre os dois, já que estão constantemente a movimentar-se e a trocar de posições. Dificilmente vemos 35|Diego, ou um dos extremos baixar para ser solução, já que o objectivo é claro, ter soluções para os apoios longos.

Na 2ª fase de construção já podemos observar os apoios dos extremos por fora e a subida de 5|Willian para dar linha de passe por dentro, como verificamos na imagem seguinte. Os constantes movimentos dos dois médios faz com que as marcações sejam muito difíceis por parte do Botafogo, permitindo explorar os espaços livres por dentro, neste caso de 5|Willian Arão.


 Na 2ª fase de construção já podemos observar os apoios dos extremos por fora e a subida de 5|Willian para dar linha de passe por dentro, como verificamos na imagem seguinte. Os constantes movimentos dos dois médios faz com que as marcações sejam muito difíceis por parte do Botafogo, permitindo explorar os espaços livres por dentro, neste caso de 5|Willian Arão.

No entanto este desposicionamento de Diego, também pode criar constrangimentos ofensivos para a sua equipa, já que em muitos momentos falta um jogador em zonas interiores para dar seguimento ao jogo por dentro.

Quando Diego procura zonas interiores o jogo ofensivo do Flamengo torna-se mais imprevisível, dificultando o jogo defensivo adversário, permitindo que a equipa chegue com perigo na área do adversário. 

 Quando Diego procura zonas interiores o jogo ofensivo do Flamengo torna-se mais imprevisível, dificultando o jogo defensivo adversário, permitindo que a equipa chegue com perigo na área do adversário.



Na última fase de construção 35|Diego volta a ser o jogar em evidencia, atraindo os adversários para libertar os colegas em melhores condições. Do lado da bola, o extremos oferece uma solução em largura e profundidade, enquanto que o extremo do lado contrário entra em zonas de finalização. A zona da 2ª bola é ocupada neste caso pelo lateral direito, mas na nossa opinião deveria ser um dos médios de cobertura a estar posicionado nesta zona.

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