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A Wicoach traz-lhe as novidades dos melhores bloggers do mundo do futebol.

Tue, 10 Oct 2017 20:29:14
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McEachran. O condutor do sonho inglês.

A geração do novo século faz sonhar todo um povo que em Inglaterra anseia pelo regresso aos triunfos internacionais da selecção dos três leões.

Enquanto todas as atenções estão centradas nos fantásticos Phil Foden, Jadon Sancho e Angel Gomes, há um miúdo frazino no meio campo que encanta ainda bastante mais todos quanto os que lhe entendem o jogo. George McEachran não é muito potente fisicamente, não é forte, nem tão pouco alto. Fisicamente tem um perfil que até à tão pouco era desdenhado no país que inventou o futebol.

Tem porém tudo o que mais importa para ter impacto no jogo. Um binómio qualidade de decisões / capacidade técnica que impressiona, e faz toda a sua equipa girar ao seu redor, e jogar! Dos seus pés e decisões saem bolas sem fim para dentro da estrutura adversária, progride quando há espaço, atrai, liga de forma vertical, e mesmo quando o espaço escasseia, tem sempre ideias ofensivas. A facilidade com que coloca os colegas em posição de poder criar perigo tornam-o uma das maiores promessas mundiais entre os jogadores que ligam todo o jogo ofensivo.

Não houve top de maiores promessas no Mundial sub 17 que contemplasse a presença de McEachran. O tempo provará o erro.

 

George McEachran from Videos para “Lateral esquerdo” on Vimeo.

Mon, 17 Dec 2018 21:52:18
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Carlos Vinícius

Com apenas 23 anos de idade, Vinícius é o goleador da equipa sensação desta edição da “Liga Nos”, o Rio Ave.

Os números até ao momento não deixam margem para dúvidas, é um avançado com instinto goleador apurado, celebrando já 8 golos em 8 jogos nesta nova temporada.

O Atacante vilacondense nasceu a 25 de Março de 1995 no Rio de Janeiro (Brasil). Faz a sua formação no Santos e Palmeiras, iniciando a sua carreira como futebolista sénior em 2016, num clube brasileiro chamado Caldense, passando no ano seguinte para o Grémio Anápolis, onde chamou a atenção de diversos observadores que o referenciam a diversos clubes europeus. Transfere-se para Portugal na temporada 2017-2018. No Real SC, disputa a Ledman Liga Pro, onde em 37 jogos fez 19 golos, sagrando-se no melhor marcador do 2º escalão do futebol Português. Mesmo a descida do clube lisboeta não impediu o conceituado agente de jogadores Jorge Mendes de o colocar na sua sua lista e negociar os seu passe com o Nápoles. Os italianos desembolsaram 4 milhões de euros pelos seus direitos futebolísticos, colocando-o nesta temporada então no Rio Ave para ganhar minutos de jogo e experiência num patamar de exigência superior.

Caracteriza-se por ser um avançado fisicamente muito possante (1.90 m de altura e 84 kg), o que lhe permite imprimir uma agressividade ofensiva muito forte ao jogo da equipa. Apesar de ser fisicamente muito robusto, não o impede de ser um atacante rápido, móvel e veloz. Será interessante ainda mencionar que estas suas características morfológicas levaram a que tenha começado a sua carreira como defesa central e só mais tarde no Palmeiras passou a jogar em posições mais avançadas no terreno. Dessa sua experiência na defesa, retirou o necessário para hoje conseguir ser um atacante que trabalha imenso do ponto de vista defensivo, pressionando os defesas adversários e ajudando a equipa a pressionar mais alto no terreno e de forma agressiva.

Além de todas estas características descritas, é um jogador tecnicamente muito evoluído, finaliza bem com ambos os pés, sendo que o seu pé dominante é o esquerdo. Capaz de dar largura ao jogar ofensivo da equipa, através de movimentações onde aparece nos corredores laterais (gerando situações de superioridade e/ou trocas posicionais com os extremos da equipa), conseguindo “fugir” ás marcações dos centrais adversários, sendo depois muito perigoso nas diagonais com bola em velocidade para entrar em zonas de finalização. Ainda é forte no aproveitar da profundidade e no explorar das costas das defesas contrárias em velocidade.

Por ser um atacante muito completo, não será de estranhar que o seu nome tenha vindo, com alguma insistência, a ser referenciado pela imprensa como um “alvo” dos grandes de Portugal que estarão muito atentos a uma possível contratação. Não sendo um jogador considerado considerado “barato” (o seu passe está de momento avaliado em 3 milhões) falou-se em Setembro de uma possível contratação por parte do Sport Lisboa e Benfica e agora de um forte interesse do Futebol Clube do Porto em contar com ele já na abertura do próxima janela de mercado de Inverno.

Necessita de evoluir nos apoios frontais dados à equipa quando em posse de bola: ser capaz de segurar e “guardar” melhor a bola (recorrendo à utilização do corpo e sua dimensão física), e conseguir depois detetar os timings certos para a passar aos seus companheiros de equipa, em vez de procurar apenas o explorar da profundidade em velocidade (algum individualizar das jogadas), algo que para uma equipa de patamares/dimensões maiores será imprescindível apresentar, pois terá menos espaços para explorar e necessitará de saber jogar mais apoiado e num jogo mais colectivo.

Certo é que Carlos Vinícius apresenta um número de golos bastante significativo, possui uma fantástica capacidade de finalização e um ótimo sentido de oportunidade, e portanto é um ponta de lança para ser seguido com atenção.

O conteúdo Carlos Vinícius aparece primeiro em ProScout.

Thu, 13 Dec 2018 10:12:24
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Formar ou Formatar?

Atualmente, existe um grande paradigma no futebol de formação relacionado com duas questões: Estaremos nós a formar atletas para ser melhores jogadores e melhores pessoas ou estaremos nós a formatar atletas apenas para serem jogadores para determinado tipo de jogo?

A formação integral de um futebolista é dotar o mesmo de bases que o possibilitem de ser melhor jogador e, acima de tudo, melhor pessoa para estar integrado na sociedade atual. Portanto, pegando nesta lógica de raciocínio, devemos “castrar” um atleta que tenta arriscar num lance de 1×1 estando o mesmo sozinho ou devemos “obrigar” o mesmo a passar a bola ao lado, permitindo que a equipa adversária se reposicione, só porque é assim que gostamos de jogar? Se estamos a formar atletas, não deveríamos dar aos mesmos uma liberdade controlada que lhes permitisse aprender com os erros e crescer com os mesmos?

Pegando num exemplo prático de formatação em treino, qual será o benefício de pedir a um médio centro, por exemplo, que sempre que tenha bola, a jogue no médio direito porque é assim a minha “ideia de jogo”? O que irá acontecer é que durante o jogo, sendo este de tremenda imprevisibilidade, se a equipa adversária fechar o lado por onde aquele jogador tem que realizar o passe, ele irá bloquear e, possivelmente, perder a bola ou tomar uma decisão errada porque está formatado para realizar aquele passe. Portanto, deveremos dar alguma liberdade controlada aos atletas, de modo a que os mesmos desenvolvam a sua criatividade, permitindo-lhes resolver melhor qualquer situação que ocorra em jogo, com sucesso.

Mantendo a lógica de raciocínio, quando estamos a pensar uma unidade de treino, não deveremos nós, treinadores de formação, pensar primeiro no desenvolvimento de todas as componentes (técnicas, táticas, físicas e psicológicas) em detrimento de uma forma de jogar em ataque posicional, com passes mecanizados, com movimentações computorizadas que “cortam” totalmente a liberdade e o desenvolvimento dos jovens atletas? Deveremos proporcionar aos atletas exercícios adequados ao contexto e ao seu nível para que estes possam ter sucesso na sua realização, permitindo-lhes um aumento de confiança e um melhor desenvolvimento.

Agora, e voltando ao supramencionado, penso que o futebol de formação está “infestado” por uma quantidade de “formatadores” que trabalham o atleta para a sua “ideia de jogo”, ao invés de formar o atleta, para dar ao mesmo as tais bases necessárias para se tornar melhor atleta e se adaptar a qualquer tipo de jogo.

Não quero com isto dizer que nos treinos do futebol de formação não se deva trabalhar, por vezes, situações padronizadas ou não se deva ter algum rigor tático (ocupação racional de espaços, algum tipo de movimentações da equipa, etc…). Quero com isto dizer que o treinador da formação não deverá pensar apenas na sua “ideia de jogo”. Isto é, se eu possibilitar aos atletas um desenvolvimento integral, respeitando aquelas quatro componentes supracitadas, irei desenvolver um bom jogador em todos os aspetos e, se o fizer numa equipa, terei um conjunto de bons jogadores. Ou seja, este conjunto de bons jogadores vai-se conseguir adaptar mais facilmente a qualquer “ideia de jogo”, do que qualquer outro atleta que tenha sido “castrado” no seu processo de formação e, em vez de processo de formação, teve um “processo de formatação”.

Penso que a formação do atleta, dotando-o de múltiplas valências, será mais benéfico do que “especializando” o atleta numa determinada forma de jogar. Então, se pensarmos o atleta como
o produto e o jogar da equipa como o resultado, podemos dizer que a soma de todos os produtos trará um melhor resultado.

Mon, 28 May 2018 14:57:00
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Fullham - Organização Ofensiva

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Análise aos dois jogos do playoff de acesso à Premier League entre o Fulham e o Derby County.




Aspetos Chave:

  • Equipa posicionada num sistema tático 1-4-3-3. Procura um tipo de jogo de posse, procurando controlar o jogo. Boa mobilidade dada pelos jogadores do meio campo, alas criativos, o PL (Mitrovic) é muito solicitado em apoio.
  • Guarda redes procura jogar para um dos centrais que abrem para receber. DC direito Odoi (destro), DC esquerdo Ream (canhoto). McDonald normalmente é o médio que procura baixar para receber a bola dos centrais.
  • Os centrais não têm problemas em ter a bola, em alguns dos casos assumem a progressão.
  • Laterais bem abertos, Fredericks na direita procura mais a condução com bola e combinações, enquanto que Targett procura jogar mais no espaço, em alguns casos procura o cruzamento a meio do meio campo ofensivo para a área onde ataca Mitrovic.
  • Médios procuram garantir linhas de passe, apresentam boa mobilidade. McDonald (destro) está no vértice mais recuado. Os dois médios mais interiores, Cairney (canhoto) procura estar sobre a meia-direita e Johansen (canhoto) sobre a meia-esquerda. Em alguns momentos, principalmente a construir, estes colocam-se nos corredores. Muita tranquilidade quando a bola está com num destes jogadores. Johansen é quem avança mais vezes, realizando movimentos de rutura.
  • Alas garantem boa mobilidade, quando o jogo está no seu corredor procuram estar abertos estando o ala do lado contrário por dentro e vice-versa. Quando o jogo está no corredor central estes procuram movimentos de fora para dentro. Sessègnon (canhoto) mais pela esquerda, Ayité (destro) e Kamara (canhoto) pela direita. Reparo para Sessègnon, que com apenas 18 anos apresenta um grande potencial.
  • PL Mitrovic, procura estar sempre em apoio, fazendo uso do seu corpo para segurar o jogo e servir os seus colegas. Consegue rodar com facilidade, remata fácil com qualquer um dos pés.
  • No último terço, quando jogam pelo centro, os alas estão por dentro, Mitrovic é o jogador alvo para segurar e servir os alas no espaço, um dos médios que aparece para rematar (normalmente é Johansen, que faz uso do remate exterior) ou rodar e rematar. Atacam a área normalmente entre 3 a 4 jogadores.



Ricardo Alves
Thu, 15 Nov 2018 12:25:51
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Fair Play e a formação esportiva

Fair Play e a formação esportiva

Respeito, ética, empatia e reciprocidade acima de tudo no esporte.

O Esporte é uma ferramenta que influencia o comportamento humano. A emoção causada por ele influencia diretamente na capacidade emocional e intelectual dos envolvidos, atuando no comportamento e postura dos seres humanos. Isso acontece porque o esporte é um fenômeno que mexe com razão e emoção de uma forma intensa. Uma forma encontrada para balancear isso foi adoção do Fair play no esporte.

O ‘Fair play’ é uma filosofia adotada no meio esportivo que está diretamente vinculada à ética no jogo. É o jogar limpo, jogar justo, ter espírito esportivo.

O objetivo é estimular que os praticantes joguem sem violência, de maneira justa, sem prejudicar intencionalmente seus adversários e, não menos importante, dentro das regras da competição desportiva.

A expressão vem desde os Jogos Olímpicos de 1896, quando o Barão Pierre de Coubertin disse a seguinte expressão:

 “Não pode haver jogo sem fair play. O principal objetivo da vida não é a vitória, mas a luta”

Essa expressão valoriza o jogo limpo, o respeito, a empatia e a reciprocidade a seus adversários, mostrando que eles também são parte importante do jogo em si assim como você. Ela ainda transmite a ideia de que você precisa se empenhar e competir conforme as regras, ou será desclassificado. Hoje em dia inclusive é comum ver esse espírito de Fair Play sendo difundido pela sociedade em geral, como uma forma de valorizar ideais universais como um padrão de comportamento ético social e moral, por exemplo.

Só que ao contrário do que muita gente acha, o Fair Play não consta oficialmente nas regras oficiais de nenhum esporte. Nas regras do Futebol escritas pela FIFA por exemplo não há nenhum texto explicitando que, caso um jogador se machuque durante o jogo o adversário precisa colocar a bola para fora para que o jogador machucado seja atendido. O que há é um acordo implícito entre os esportistas, mas que nem sempre acaba sendo respeitado. E aí entramos na discussão sobre o Fair Play: existe mesmo?

GOLEAR OU NÃO NA FORMAÇÃO

 Falta de respeito ou respeito máximo ao adversário? Eis a grande questão.

A ideia de escrever sobre o Fair play aqui surgiu de uma discussão que participei essa semana em um grupo do Facebook que faço parte, o ‘Artigos científicos em Futsal’. Nessa postagem havia uma imagem com um placar de um jogo entre crianças na Alemanha que ficou 86×0 e a pergunta:

“Na sua opinião, faltou respeito (Fair play) ou faz parte do jogo?”

Na minha opinião, não faltou respeito e golear faz parte do jogo.

Defendo o fato de que se pudesse ganhar o jogo de 100, que fosse. Para mim, falta de respeito é parar de fazer gols, mostrando ao adversário que não estamos ganhando de mais porque não queremos. E digo isso com a tranquilidade de quem já goleou e foi goleado. Você menosprezar o seu adversário é a pior das ações que você pode tomar enquanto esportista ou mesmo em sua vida normal.

Mas, nesta discussão, pude ver boas ações e opções tomadas por outros treinadores para valorizar o esforço do adversário. Trocar o time e dar minutos para aqueles que jogam pouco tempo, testar alguns conceitos que você quer ver seu time praticando, deixar o adversário colocar mais jogadores em campo foram algumas citadas e que eu acabei achando válidas. Nós, como formadores que somos, antes de sermos treinadores, temos que ter essa preocupação com a conduta de nossos atletas em situações como essas. Como meu jogador vai se comportar quando estiver ganhando um jogo de goleada? E como ele vai se comportar em uma situação de derrota por goleada?

Se eu somente valorizo a vitória, como vou cobrar dos meus atletas que eles saibam se comportar quando estiverem perdendo?

Tentei procurar informações sobre o jogo na Alemanha e o máximo que encontrei foi uma nota publicada no site Freie Pesse, dizendo que o time derrotado fez tudo errado na defesa e que não conseguiu jogar, enquanto seus adversários acertaram tudo. Foram 40 gols no primeiro tempo e 46 gols marcados no segundo tempo.

Diante desse fato, fica o questionamento: será que ao invés de respeito ou falta de respeito, eu não posso ter sofrido uma goleada pelo fato do meu time estar em um dia extremamente ruim?

GOLEAR, SER GOLEADO FAZ PARTE DO JOGO.

O que não é negociável é o Fair play. E nunca vai ser.

86×0 nem é a maior goleada do futebol mundial.

A maior goleada do futebol mundial aconteceu em 2002, em jogo válido pelo campeonato nacional de Madagascar, na África: 149×0 para o Adena sobre o Olympique L’Emyrne. Entretanto, esse jogo não é reconhecido oficialmente pela FIFA, já que os jogadores do Olympique fizeram vários gols contras em protesto por sucessivos erros de arbitragem contra a equipe. A FIFA, mesmo não tendo o Fair play escrito nas regras oficiais do Futebol, promove o comportamento ético desde a Copa de 1986, após o gol de mão de Maradona contra a Inglaterra. A entidade, desde 1997, organiza uma semana de seu calendário internacional junto das Confederações com atividades que realcem a importância do Fair play dentro e fora de campo.

No caso do Futsal, a maior goleada que se tem registro é de uma vitória do Brasil sobre o Timor Leste por 76×0. A partida foi válida pelos Jogos da Lusofonia e Timor Leste já havia perdido para Portugal por 56×0 antes no mesmo torneio. Entretanto, lendo notícias sobre o jogo, não há relatos de agressões por parte dos jogadores de Timor Leste, mesmo com o placar. Há relatos de reconhecimento da superioridade técnica dos jogadores brasileiros e elogios quanto a postura dos mesmos, sem menosprezá-los em nenhum momento.

Em outro episódio envolvendo goleadas, talvez a mais famosa em tempos mais recentes, os 7×1 da Alemanha sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo do Brasil em 2014, o capitão alemão Philip Lahm, disse na época:

“No intervalo, nós conversamos sobre continuar jogando apropriadamente e mostrando respeito. Todo mundo no time tomou aquela atitude no segundo tempo. Nós não queríamos nos exibir ou ridicularizar os adversários. Se acabou com uma vantagem maior, não era tudo o que queríamos. Nosso objetivo era mostrar respeito aos nossos rivais e aos fãs”

No intervalo a Alemanha já ganhava do Brasil por 5×0. E, mesmo com os alemães não acreditando no que estava acontecendo, eles optaram por manter a postura profissional e seguir jogando em respeito à Seleção brasileira e acabaram aplicando a maior goleada sofrida pelo Brasil em sua história.

E novamente em nenhum momento vimos qualquer ato de violência ou desrespeito entre as equipes. Tanto a Alemanha como o Brasil seguiram jogando de forma limpa até o fim e no final venceu a melhor equipe.

Isso só reforça o quanto o respeito e a empatia ao seu adversário devem ser sempre valorizados independente de qualquer vitória ou derrota. E reforça ainda mais o que nós, formadores, devemos trabalhar o Fair play sim na formação com nossos atletas. A nossa postura em quadra ou campo diz e reflete muito em quem somos fora dela também, independente da faixa etária.

O Fair play é o código de ética implícito do esporte que pode ser totalmente adaptado para a nossa sociedade. Seus valores podem e devem ser trabalhados à exaustão com nossos atletas durante o seu processo formativo pois a influência dos mesmos ocorrerá tanto na vida esportiva quando no pessoal. Sem o Fair play, o esporte perde a sua alegria e ações de caráter duvidoso passarão a dominar as ações, podendo causa o fim do fenômeno esportivo no mundo. Assim, o trabalho dos valores éticos e morais do esporte devem ser defendidos por todas as pessoas envolvidas nele.

Se você apresentar o devido respeito ao adversário, jogando de maneira ética, limpa, correta, valorizando o esforço dele, o placar do jogo será algo sempre secundário.

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Fri, 06 Apr 2018 11:02:00
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LIVERPOOL - SERÁ CAOS OU ORGANIZAÇÃO?

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SERÁ QUE CONSEGUIR ORGANIZAR UMA EQUIPA COMO A DO LIVERPOOL DÁ MUITO TRABALHO, OU É PURA SORTE?


Muito ou pouco se falou do jogo entre o Liverpool e o Manchester City. Duas concepções de jogo e duas ideias de jogo bem diferentes. Para o caso não interessa estarmos a falar sobre essas diferenças. O que me interessa, tem a ver com a definição que muitos dão aos conceitos de ambos os treinadores.  
Do lado do City é a inteligencia, a paciência que predomina. Do outro lado o jogo é caracterizado como sendo intenso e caótico.
Como me interesso muito por futebol e conheço ligeiramente a equipa de Kloop, fui ao dicionário ver o que significa a palavra caos.


O que é o Caos:


Caos significa desordem, confusão e tudo aquilo que está em desequilíbrio

Teoria do Caos:
Trata-se do princípio que afirma que uma pequena alteração ou mudança no início de um evento, no decorrer deste processo, transforma-se em consequências desproporcionais e imprevisíveis.

Posto isto a minha intervenção vem no sentido de esclarecer que para mim a equipa do Liverpool é tudo menos desorganizada, confusa e desequilibrada. 
É uma equipa que defensivamente se organiza de forma zonal e pressionante. Quando não tem a bola procura de imediato recuperá-la subindo as suas linhas de pressão com coberturas permanentes e mantendo a equipa o mais compacta possível. 
A sua linha de 4, encurta quando a equipa pressiona no meio campo adversário  mantendo as distâncias entre os sectores reduzida. Jogam sempre em função da posição da bola e dos companheiros. 

Ofensivamente e nas transições opta na grande maioria das vezes por acções onde a velocidade de deslocamento dos jogadores é alta o que pressupõe à partida um maior acumular de erros, mas tal não significa que a equipa não sabe o que faz e que não coloca em campo todo um manancial de conceitos tácticos que são treinados. 

Podemos discutir conceitos e até dizer que gosto mais de um do que de outro, mas futebol é arte, é cultura e como arte e cultura que é assenta muito da sua beleza na diversidade daqueles que a praticam e na diversidade das ideias de jogo daqueles que comandam as equipas. Dizer-se que um treinador e uma equipa "respeitam" o jogo e que um outro já não o faz, só porque não joga dentro dos nossos padrões parece-me uma ideia muito redutora.

Ficam aqui alguns exemplos do que atrás referi:






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