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Tue, 10 Oct 2017 20:29:14
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McEachran. O condutor do sonho inglês.

A geração do novo século faz sonhar todo um povo que em Inglaterra anseia pelo regresso aos triunfos internacionais da selecção dos três leões.

Enquanto todas as atenções estão centradas nos fantásticos Phil Foden, Jadon Sancho e Angel Gomes, há um miúdo frazino no meio campo que encanta ainda bastante mais todos quanto os que lhe entendem o jogo. George McEachran não é muito potente fisicamente, não é forte, nem tão pouco alto. Fisicamente tem um perfil que até à tão pouco era desdenhado no país que inventou o futebol.

Tem porém tudo o que mais importa para ter impacto no jogo. Um binómio qualidade de decisões / capacidade técnica que impressiona, e faz toda a sua equipa girar ao seu redor, e jogar! Dos seus pés e decisões saem bolas sem fim para dentro da estrutura adversária, progride quando há espaço, atrai, liga de forma vertical, e mesmo quando o espaço escasseia, tem sempre ideias ofensivas. A facilidade com que coloca os colegas em posição de poder criar perigo tornam-o uma das maiores promessas mundiais entre os jogadores que ligam todo o jogo ofensivo.

Não houve top de maiores promessas no Mundial sub 17 que contemplasse a presença de McEachran. O tempo provará o erro.

 

George McEachran from Videos para “Lateral esquerdo” on Vimeo.

Sat, 23 Jun 2018 12:46:25
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Argentina vs Croatia: Tactical Analysis

How Croatia blocked the center and forced the Argentina to play always outside of the Croatia block?

Croatia:

  • Mandzukic pressing the center and the zone of opponents Midfs.
  • The 3 Midfs Modric, Rakitic and Brozovic compact in the center and covering the wings
  • The 2 Wingers Perisic and Rebic marking the opponent Wingers and defending in low block

Argentina:

  • Mascherano and Enzo not moving between the opponent Midfs
  • Only solutions to play outside of the Croatia block by the wingers Acuña and Salvio
  • Normally only Messi moving in the center between and behind the opponent Midfs

Check the video analyse:

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Thu, 21 Jun 2018 13:34:12
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Treinei mal

O treino ia a meio e ela até estava a treinar bem. Concentrada, a cumprir com o pedido, a roubar bolas e a ser eficaz na finalização. Era um exercício de ataque que ela gostava e era boa a fazer. Uns minutos depois o treinador muda de exercício, para um novo. Ia ser a primeira vez que se ia treinar defesa daquela forma, então o nível de concentração tinha que ser a dobrar. Por um lado para aprender o exercício, por outro para o realizar com sucesso.

Ela começou a falhar, a ter problemas tanto quando ia atacar como quando ia defender. Aos 8 minutos de exercício estava com o colete metido na cabeça como sinal de frustração, a dizer palavrões, e a baixar os ombros… Falhou três bolas seguidas, foi corrigida e de um momento para o outro, um treino excelente torna-se num treino horrível.

Porquê?

Eu digo. Porque a noção de treino, para muitos atletas é que tudo tem que correr bem. Na verdade treinar é, num primeiro momento falhar, falhar, falhar!… Depois começar a acertar algumas vezes. Depois acertar quase sempre. E depois, raramente falhar.

Este processo tem que estar presente na nossa mente, principalmente quando começamos a aprender algo novo.

A ideia de que quando falho estou a treinar mal, é errada!

Treinar mal é não ter atitude, não dar o meu melhor, não ouvir as correções do treinador. Treinar mal é quando já não penso em melhorar, quando já não tenho ambições, ou quando falo mal de tudo sem ter capacidade de ver o que posso fazer para melhorar.

Ou seja, lá porque falhaste, tiveste dificuldade ou não conseguiste à primeira, não quer dizer que não tenhas treinado bem. Treinar é evoluir. Podes é ainda estar numa fase da evolução em que falhes muito.

No problem! Just keep going! Não estragues o teu treino só porque não conseguiste à primeira. Pelo contrário, mantém-te, insiste, melhora!

Até para a semana!

Fonte: Nádia Tavares/planetabasket.pt

Mon, 28 May 2018 14:57:00
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Fullham - Organização Ofensiva

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Análise aos dois jogos do playoff de acesso à Premier League entre o Fulham e o Derby County.




Aspetos Chave:

  • Equipa posicionada num sistema tático 1-4-3-3. Procura um tipo de jogo de posse, procurando controlar o jogo. Boa mobilidade dada pelos jogadores do meio campo, alas criativos, o PL (Mitrovic) é muito solicitado em apoio.
  • Guarda redes procura jogar para um dos centrais que abrem para receber. DC direito Odoi (destro), DC esquerdo Ream (canhoto). McDonald normalmente é o médio que procura baixar para receber a bola dos centrais.
  • Os centrais não têm problemas em ter a bola, em alguns dos casos assumem a progressão.
  • Laterais bem abertos, Fredericks na direita procura mais a condução com bola e combinações, enquanto que Targett procura jogar mais no espaço, em alguns casos procura o cruzamento a meio do meio campo ofensivo para a área onde ataca Mitrovic.
  • Médios procuram garantir linhas de passe, apresentam boa mobilidade. McDonald (destro) está no vértice mais recuado. Os dois médios mais interiores, Cairney (canhoto) procura estar sobre a meia-direita e Johansen (canhoto) sobre a meia-esquerda. Em alguns momentos, principalmente a construir, estes colocam-se nos corredores. Muita tranquilidade quando a bola está com num destes jogadores. Johansen é quem avança mais vezes, realizando movimentos de rutura.
  • Alas garantem boa mobilidade, quando o jogo está no seu corredor procuram estar abertos estando o ala do lado contrário por dentro e vice-versa. Quando o jogo está no corredor central estes procuram movimentos de fora para dentro. Sessègnon (canhoto) mais pela esquerda, Ayité (destro) e Kamara (canhoto) pela direita. Reparo para Sessègnon, que com apenas 18 anos apresenta um grande potencial.
  • PL Mitrovic, procura estar sempre em apoio, fazendo uso do seu corpo para segurar o jogo e servir os seus colegas. Consegue rodar com facilidade, remata fácil com qualquer um dos pés.
  • No último terço, quando jogam pelo centro, os alas estão por dentro, Mitrovic é o jogador alvo para segurar e servir os alas no espaço, um dos médios que aparece para rematar (normalmente é Johansen, que faz uso do remate exterior) ou rodar e rematar. Atacam a área normalmente entre 3 a 4 jogadores.



Ricardo Alves
Sun, 24 Jun 2018 23:30:34
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Inglaterra 6 x Panamá 1 (Grupo G) – Mundial 2018 (Jornada 2)

Inglaterra 6 x Panamá 1 (Grupo G) – Mundial 2018 (Jornada 2)

Com uma 1.ª metade de altíssimo nível, ingleses destroçaram panamenses, que, ainda assim, entraram para a história ao fazeram 1.º golo de sempre num Mundial

 

A Seleção de Sua Majestade arrasou na 1.ª parte ao fazer o que nunca tinha feito: 5 golos num jogo do Campeonato do Mundo. Na 2.ª parte desfrutou (e, por conseguinte, relaxou) e ainda deu para os panamenses fazerem também o que nunca tinham feito: marcarem um golo na prova-rainha de nações do planeta.

 

1. Entrada demolidora, ao som do maior festival inglês em Mundiais de futebol

Foi um autêntico furacão o que passou pelo Nizhny Novgorod. Não um, não dois, três ou mesmo quatro. Foi uma mão-cheia de golos que os britânicos levaram para o descanso. Cinco golos nunca tinha conseguido a Seleção Inglesa num Mundial. Foi logo fazê-lo pela primeira vez e apenas numa… parte.

Imagem 1- Southgate e Hernán D. Gómez apresentaram, sem surpresas, os respetivos onzes. Muralha de Los Canaleros cedo caiu (ao contrário do que sucedera com os belgas), o que condicionou a estratégia dos centro-americanos. Fonte: Fifa

A estratégia ultra-defensiva montada por H. Darío Gómez cedo ruiu e, com isso também, o jogo panamense. Aos 8 minutos, John Stones, após canto batido por K. Trippier, desferiu um potente cabeceamento sem hipóteses de defesa para Jaime Penedo. Cedo iniciaram as hostilidades por parte do país da pátria futebolística.

Entretanto, os americanos realizaram a sua primeira boa ação no desafio. Bárcenas (quem mais?!) disparou bem com o pé canhoto, mas o esférico passou próximo do poste. Não tardou a Seleção Inglesa a responder à gracinha dos comandados de Gómez. Lingard foi travado em falta pelo ex-Sporting Fidel Escobar e H. Kane não perdoou. De nada valeu a Penedo ter adivinhado o lado. A bola ia com selo de golo.

O terceiro da partida chegou aos 36′. Jogada absolutamente magistral a coroar o primeiro tento de bola corrida dos ingleses. Lingard combinou de forma perfeita com R. Sterling e colocou, por fim, o seu nome na lista de marcadores neste Mundial 2018. Muitas foram as oportunidades que o jogador do Man. United dispôs no jogo diante da Tunísia, mas só alcançou a felicidade plena neste. 3-0 no marcador.

Imagem 2- Lingard foi, por fim, feliz. Fonte: Fifa

Ainda mal estavam os jogadores do Panamá recompostos desta tripla tolada e já estavam… a sofrer mais um. Stones bisou após uma autêntica jogada tirada do laboratório inglês. Bola parada, quatro toques, defesa de Penedo e Stones, no sítio certo, procedeu ao desvio fatal. Mais uma vez as bolas paradas a funcionarem na perfeição para os pupilos de Gareth Southgate. Mas o primeiro tempo não havia ainda concluído…

Já em tempo de descontos (45’+1′), castigando falta ostensiva de Godoy sobre H. Kane, mais uma grande penalidade e foi o próprio a convertê-la. Mais um golo para o dianteiro do Tottenham e… 5 golos sem resposta, numa primeira parte em grande por parte dos ingleses.

 

2. 2.º tempo pausado e ao ritmo dos… Beatles.

Os ingleses deram música hardcore no primeiro tempo e, como não podia deixar de ser, no segundo o ritmo foi mais… melódico. Muita posse por parte da Seleção europeia e pautando os ritmos de jogo a seu bel-prazer. Os panamenses preocupavam-se nitidamente em estancar o vendaval que os assolara. Linhas baixas, condizendo com a sua imagem de marca, onze elementos atrás da bola num 4x5x1 bem fechadinho.

Só mesmo aos 62′ o placar voltou a mexer. Altura em que Harry Kane consumou um hat-trick… acidental. Remate de Loftus-Cheek e, caprichosamente, a bola a embater no calcanhar de Kane. Golo atribuído ao striker que, com este, perfez nada mais nada menos do que 5 golos no conjunto dos dois jogos. Como que lhe indicando que a tarefa estava feita, Southgate logo o substituiu por Jamie Vardy (tendo entrado também Fabian Delph por J. Lingard).

O jogo não tinha, porém, concluído e ainda houve espaço para se fazer história, curiosamente por dois recém-entrados. Ricardo Ávila cobrou muito bem o livre e Felipe Baloy desviou muito bem já dentro de área. Festa monumental nas bancadas, num hino ao futebol por parte dos panamenses presentes no estádio. Um golo para a eternidade, o primeiro num Mundial, oportunamente assinalado pelos adeptos da Seleção do Panamá e, seguramente, por todo o país da América Central.

O jogo concluiu com números pesados, ainda que esclarecedores do domínio inglês. Irão agora os britânicos discutir o primeiro posto deste Grupo G com a Bélgica, já também qualificada.

Imagem 3- Os números finais (e esclarecedores) da goleada inglesa. Fonte: Fifa

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Fri, 06 Apr 2018 11:02:00
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LIVERPOOL - SERÁ CAOS OU ORGANIZAÇÃO?

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SERÁ QUE CONSEGUIR ORGANIZAR UMA EQUIPA COMO A DO LIVERPOOL DÁ MUITO TRABALHO, OU É PURA SORTE?


Muito ou pouco se falou do jogo entre o Liverpool e o Manchester City. Duas concepções de jogo e duas ideias de jogo bem diferentes. Para o caso não interessa estarmos a falar sobre essas diferenças. O que me interessa, tem a ver com a definição que muitos dão aos conceitos de ambos os treinadores.  
Do lado do City é a inteligencia, a paciência que predomina. Do outro lado o jogo é caracterizado como sendo intenso e caótico.
Como me interesso muito por futebol e conheço ligeiramente a equipa de Kloop, fui ao dicionário ver o que significa a palavra caos.


O que é o Caos:


Caos significa desordem, confusão e tudo aquilo que está em desequilíbrio

Teoria do Caos:
Trata-se do princípio que afirma que uma pequena alteração ou mudança no início de um evento, no decorrer deste processo, transforma-se em consequências desproporcionais e imprevisíveis.

Posto isto a minha intervenção vem no sentido de esclarecer que para mim a equipa do Liverpool é tudo menos desorganizada, confusa e desequilibrada. 
É uma equipa que defensivamente se organiza de forma zonal e pressionante. Quando não tem a bola procura de imediato recuperá-la subindo as suas linhas de pressão com coberturas permanentes e mantendo a equipa o mais compacta possível. 
A sua linha de 4, encurta quando a equipa pressiona no meio campo adversário  mantendo as distâncias entre os sectores reduzida. Jogam sempre em função da posição da bola e dos companheiros. 

Ofensivamente e nas transições opta na grande maioria das vezes por acções onde a velocidade de deslocamento dos jogadores é alta o que pressupõe à partida um maior acumular de erros, mas tal não significa que a equipa não sabe o que faz e que não coloca em campo todo um manancial de conceitos tácticos que são treinados. 

Podemos discutir conceitos e até dizer que gosto mais de um do que de outro, mas futebol é arte, é cultura e como arte e cultura que é assenta muito da sua beleza na diversidade daqueles que a praticam e na diversidade das ideias de jogo daqueles que comandam as equipas. Dizer-se que um treinador e uma equipa "respeitam" o jogo e que um outro já não o faz, só porque não joga dentro dos nossos padrões parece-me uma ideia muito redutora.

Ficam aqui alguns exemplos do que atrás referi:






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