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A Wicoach traz-lhe as novidades dos melhores bloggers do mundo do futebol.

Tue, 10 Oct 2017 20:29:14
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McEachran. O condutor do sonho inglês.

A geração do novo século faz sonhar todo um povo que em Inglaterra anseia pelo regresso aos triunfos internacionais da selecção dos três leões.

Enquanto todas as atenções estão centradas nos fantásticos Phil Foden, Jadon Sancho e Angel Gomes, há um miúdo frazino no meio campo que encanta ainda bastante mais todos quanto os que lhe entendem o jogo. George McEachran não é muito potente fisicamente, não é forte, nem tão pouco alto. Fisicamente tem um perfil que até à tão pouco era desdenhado no país que inventou o futebol.

Tem porém tudo o que mais importa para ter impacto no jogo. Um binómio qualidade de decisões / capacidade técnica que impressiona, e faz toda a sua equipa girar ao seu redor, e jogar! Dos seus pés e decisões saem bolas sem fim para dentro da estrutura adversária, progride quando há espaço, atrai, liga de forma vertical, e mesmo quando o espaço escasseia, tem sempre ideias ofensivas. A facilidade com que coloca os colegas em posição de poder criar perigo tornam-o uma das maiores promessas mundiais entre os jogadores que ligam todo o jogo ofensivo.

Não houve top de maiores promessas no Mundial sub 17 que contemplasse a presença de McEachran. O tempo provará o erro.

 

George McEachran from Videos para “Lateral esquerdo” on Vimeo.

Mon, 22 Oct 2018 19:33:47
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Raio X Táctico: Ajax

A 3ª jornada do grupo E da Liga dos Campeões obriga o SL Benfica a visitar um dos palcos míticos do futebol europeu e mundial: a Arena de Amesterdão. Ou, como recentemente rebaptizada, a Arena Johan Cruyff.

Pela frente, os encarnados terão o Ajax, vice-campeão holandês, que, neste momento, ocupa o 2º lugar da Eredivisie (liga holandesa), a 5 pontos do PSV, e é o actual líder do grupo da Champions, com 4 pontos (fruto de uma vitória caseira por 3-0 sobre o AEK e de um empate, na Baviera, diante do Bayern de Munique). Será o 19º jogo da época para os holandeses.

Tendo em conta o momento actual da turma de Amesterdão, Ten Hag deverá escalar o seguinte onze:

Andre Onana (#24) – Guarda-redes de grandes reflexos e enorme capacidade de reacção, brilhando invariavelmente com defesas junto ao chão (utiliza muito bem os membros nesta dimensão). Pela qualidade que tem com os pés, é o primeiro construtor de jogo da equipa.

Noussair Mazraoui (#12) – Possivelmente o jogador menos dotado tecnicamente. Fisicamente imponente e explosivo, incorpora-se bem no movimento ofensivo, com grande capacidade para chegar à linha de fundo.

Matthijs de Ligt (#4) – 19 anos mas já capitão de equipa, é uma das jóias da coroa. Pelo seu perfil técnico e excelente tomada de decisão, honra a escola holandesa. Isso não desmerece a sua outra faceta: é duríssimo nos duelos e imponente pelo ar.

Daley Blind (#17) – Regressou a casa para se estabelecer como umas pedras basilares. Já actuou como defesa esquerdo e no meio-campo, mas deverá ser titular no eixo central defensivo. Tranquilo, sereno, com capacidade para sair a jogar, por vezes falha no posicionamento e marcação, abrindo espaços.

Nicolás Tagliafico (#31) – Muito inteligente, assertivo, fiável e seguro. É um lateral esquerdo que percebe os momentos de jogo, que se associa bem no momento ofensivo e soma já 2 golos nesta Champions. No 1×1 defensivo apresenta lacunas.

Lasse Schöne (#20) – Um dos elementos do duplo pivot. Jogador de processos simples, com capacidade de passe e visão de jogo e um pontapé-canhão. Algo lento na rotação sobre si mesmo, não é o típico nº 6 de índole defensiva.

Frenkie de Jong (#21) – Já aqui analisado. A placa giratória do meio-campo e o abastecedor do jogo da equipa. Tecnicamente evoluidíssimo, muito inteligente e criativo nas suas acções, tremendamente capaz no passe e em drible. Deixa algo a desejar em termos de posicionamento e evita os duelos aéreos.

Dusan Tadic (#10) – Actuando ora pelo centro ora mais pela esquerda, é um jogador tremendamente completo. Percebe os momentos em que pode arriscar individualmente ou resguarda-se e espera pela equipa. Aparece em zonas de finalização.

David Neres (#7) – Ainda olha muito para o jogo do ponto de vista individual mas o seu lado repentista e a qualidade técnica de que dispõe dão-lhe grande vantagem sempre que assume o 1×1. Tem jogado mais pelo corredor central mas é nas faixas que pode fazer verdadeiramente a diferença.

Hakim Ziyech (#22) – Também já aqui analisado. O elemento diferenciador da equipa. Tem actuado sobretudo pelo lado direito mas o movimento típico é a busca pelo espaço interior – é aí que faz a diferença através de drible, passe ou com a sua imensa facilidade de disparo.

Kasper Dolberg (#25) – Deverá ser o elemento mais avançado da equipa, ele que vem de três jogos consecutivos a marcar depois de uma paragem por lesão. Avançado elegante e completo, que consegue segurar e utilizar o corpo para reter a bola, mas que tem também capacidade para jogar na profundidade, fazendo uso da sua mobilidade.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Do ponto de vista estrutural, o Ajax é uma equipa que se monta próximo de um 4-2-3-1, dando liberdade aos laterais para se incorporarem no processo ofensivo e chamando muitas vezes os falsos extremos (Ziyech, Tadic e/ou Neres) para zonas interiores, promovendo inúmeras trocas posicionais no último terço do terreno e um jogo fluído e imprevisível.

Aproveitando a grande capacidade técnica de todas as suas individualidades, o Ajax tenta sair a jogar de forma pausada e apoiada desde trás, ainda que o adversário exerça uma pressão média-alta. Onana, Blind e De Ligt têm boa relação com a bola e conseguem ligar com o resto da equipa, ainda que não seja raro ver De Jong (principalmente) ou Schöne recuar para dar mais uma hipótese de saída e maior conforto neste momento. Onana tem ainda um jogo de pés suficientemente bom para, em momentos de maior aperto, colocar directamente nos laterais, saltando o pressing adversário.

Se não pegar desde logo atrás, De Jong tem um papel fundamental num momento posterior, imprimindo verticalidade ao jogo do Ajax, ora pela sua capacidade de progressão com bola ora pela forma como é capaz de passar a bola ultrapassando linhas adversárias. Esta é, aliás, uma das grandes mais-valias deste Ajax: a habilidade para chamar o adversário, provocando-o, com o intuito de gerar espaços nas costas dos médios contrários – De Jong é brilhante neste ponto, mas Schöne, ainda que com um jogo mais lateralizado, também é capaz de o fazer através do passe.

Pela imprevisibilidade, repentismo, qualidade no drible e tomada de decisão e poder de fogo no remate, o Ajax é uma equipa a temer no último terço do terreno, na fase de criação. É neste momento que emerge a dupla Ziyech-Tadic, que, sem lugares fixos, combinam muito bem entre si, complementam os movimentos um do outro, sendo qualquer um deles capaz de jogar ora mais pelos corredores ora em pleno bloco adversário. Em combinação ou em iniciativa individual, têm total capacidade para desequilibrar. Como auxílio, pela esquerda surge o lateral Tagliafico, muito inteligente e fiável no passe, promovendo as combinações por esse corredor (do outro lado Mazraoui é mais potente e explosivo, mas menos capaz de se associar colectivamente e por isso menos solicitado).

Caso a titularidade recaia em Neres, este será mais um elemento para, fruto da sua tremenda habilidade técnica, promover desestabilização na organização do Benfica; se a opção passar por Van de Beek, este trata-se de um médio mais puro, capaz de dar outra coesão ao miolo do terreno (ainda que com uma assinalável capacidade para chegar às zonas de finalização) mas, tendencialmente, prenderá muito mais Ziyech e Tadic às bandas laterais.

A regressar de lesão, o jovem Dolberg ainda procura atingir o nível que já foi capaz de exibir em momentos passados. Ainda assim, caso seja titular, garante outra mobilidade e capacidade para explorar a profundidade (além de todos os recursos técnicos de que dispõe) que a velha raposa Huntelaar (fortíssimo em termos posicionais e em percepcionar onde “a bola vai cair”) hoje já não apresenta.

 

TRANSIÇÃO OFENSIVA

Não existe um claro padrão na equipa do Ajax no que diz respeito ao momento posterior à recuperação da bola. A maturidade que revela na tomada de decisão é assinalável e há capacidade para perceber se o momento exige uma maior retenção ou a exploração do desequilíbrio do adversário (ainda assim, esta última é a opção mais comum, independentemente da zona do campo em que aconteça).

Neste sentido, se a recuperação é feita no meio-campo adversário (e o Ajax é uma equipa proactiva nesse sentido), a equipa de Amesterdão tem o ímpeto de agredir e aproveitar de imediato, sobretudo se houver oportunidade para activar Neres, Tadic ou Ziyech – velozes, imprevisíveis e fortíssimos no 1×1.

 

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

Tal como a imagem ilustra, o Ajax não muda a sua estrutura quando não tem a posse de bola – mantém-se predominantemente disposto num 4-2-3-1. A equipa procura condicionar o jogo do adversário com grande afinco, pressionando desde logo com as unidades mais avançadas (apesar do seu lado claramente técnico, Dolberg, Tadic ou Ziyech nunca se escusam desta missão).

Apesar de tentar manter os sectores próximos uns dos outros, quando o pressing colectivo é activado e o duplo pivot do meio-campo acompanha os movimentos das unidades mais ofensivas, nem sempre a linha mais recuada actua em coerência. Nesse momento, fica claro algum défice no que diz respeito às coberturas defensivas, além de uma nem sempre eficaz ligação entre os dois médios que constituem o duplo pivot, abrindo espaços nas suas costas – uma das possibilidades que o Benfica deve tentar explorar.

O Ajax é uma equipa que se defende bem em largura e tem capacidade para anular a profundidade do adversário, tendo em conta a velocidade dos seus elementos mais recuados e a leitura de jogo e rapidez na reacção de Onana. Ainda assim, Tagliafico e Mazraoui são laterais mais fortes do ponto de vista ofensivo do que defensivo, e Blind sente, por vezes, a necessidade de encostar no homem, abrindo espaços (algo que se viu no playoff de acesso à Champions, diante do Dínamo de Kiev). Por outro lado, De Ligt é muito forte nos duelos aéreos e em tudo o que envolva choque físico, sendo muito difícil de ultrapassar no 1×1.

 

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

A ideia, por parte do Ajax, de querer sempre jogar e ser protagonista manifesta-se também neste momento. O instante posterior à perda de bola demonstra uma equipa ávida por a recuperar, com movimentos imediatos de encurtamento por parte de dois ou três elementos, sobretudo médios e avançados, sobre o portador da bola.

Caso essa concentração para recuperação não seja bem-sucedida, a ideia colectiva passa por recuar e organizar-se.

Por outro lado, este é o momento em que o Ajax sente maiores dificuldades, na medida em que, colocando tantos jogadores à frente da linha da bola e ‘aptos’ a receber, caso o adversário tenha a capacidade de sair a jogar e livrar-se da pressão dos comandados de Ten Hag, a ordem defensiva dificilmente é restabelecida. Algo que, por exemplo, o PSV explorou muitíssimo bem no clássico holandês (vitória por 3-0 dos homens de Eindhoven) com um jogo mais directo e profundo, tentando igualdades/superioridades numéricas nas imediações da área de um Ajax descompensado.

 

BOLAS PARADAS

Ofensivamente, ZIyech (pé esquerdo) e Schöne (pé direito) são os homens que habitualmente cobram as bolas paradas (cantos e livres) da equipa do Ajax, ficando Tadic (pé esquerdo) encarregue das grandes penalidades.

Ao nível dos cantos, o jogador-alvo é preferencialmente De Ligt, pela sua capacidade de impulsão e jogo aéreo, sendo ainda de destacar Huntelaar. Nota: Schöne tem capacidade para colocar a bola ao 2º poste, quer mais junta quer mais afastada da baliza, por forma a surpreender o adversário. Este dinamarquês é também detentor de um pontapé-canhão, sendo exímio na cobrança de livres directos (só a barra da baliza de Neuer impediu que o Ajax pudesse marcar em Munique desta forma nos últimos momentos do jogo).

 

Defensivamente, em cantos, a equipa prefere adoptar uma postura de marcação individual, sendo De Ligt, Blind e Huntelaar muito importantes neste momento, além da capacidade de reacção de Onana. A nível de livres, o Ajax procura definir uma linha de coordenação para posterior ataque à bola, não impondo uma marcação individual rígida – este comportamento traz, por vezes, alguma indefinição e gera alguns espaços.

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Wed, 03 Oct 2018 13:51:20
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Câmara penaliza clubes por mau comportamento dos pais dos atletas

A Câmara Municipal de Almeirim está a lançar o projeto “Pais de desportistas são pais responsáveis”, e que visa incentivar à adoção de comportamentos cordatos e civilizados por parte dos familiares dos atletas jovens durante as competições desportivas. No limite, a autarquia reserva-se mesmo ao direito de suspender os apoios financeiros aos clubes ou eventos desportivos onde sejam reportados comportamentos antidesportivos graves, dentro ou fora dos recintos de jogo.

As penalizações serão decididas após a análise dos relatórios das equipas de arbitragem ou de funcionários da própria autarquia que estejam de serviço nos equipamentos desportivos do município. “É tempo de dizer basta a comportamentos que em nada dignificam o desporto e prejudicam gravemente os jovens”, explica Pedro Ribeiro, o presidente da Câmara Municipal de Almeirim. “Queremos fazer parte da solução, já que quem o devia fazer ao nível das federações e do Estado central não o faz, mas não deixaremos de penalizar quem não se sabe comportar”, garante o autarca.

O projeto foi lançado depois de todos os clubes do concelho com formação de atletas terem sido auscultados, e o regulamento estende-se também aos respetivos dirigentes. Para já, a Câmara lançou um folheto informativo onde estão descritas as 10 regras que os pais devem seguir sempre que vão assistir às provas desportivas dos filhos. “A educação e a cultura desportiva precisam de pais positivos, exemplares e participativos. Por isso, durante a competição, não dê espetáculo, deixa o seu filho brilhar”, lê-se, por exemplo na 9ª regra.

Fonte: Rede Regional Online

Mon, 28 May 2018 14:57:00
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Fullham - Organização Ofensiva

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Análise aos dois jogos do playoff de acesso à Premier League entre o Fulham e o Derby County.




Aspetos Chave:

  • Equipa posicionada num sistema tático 1-4-3-3. Procura um tipo de jogo de posse, procurando controlar o jogo. Boa mobilidade dada pelos jogadores do meio campo, alas criativos, o PL (Mitrovic) é muito solicitado em apoio.
  • Guarda redes procura jogar para um dos centrais que abrem para receber. DC direito Odoi (destro), DC esquerdo Ream (canhoto). McDonald normalmente é o médio que procura baixar para receber a bola dos centrais.
  • Os centrais não têm problemas em ter a bola, em alguns dos casos assumem a progressão.
  • Laterais bem abertos, Fredericks na direita procura mais a condução com bola e combinações, enquanto que Targett procura jogar mais no espaço, em alguns casos procura o cruzamento a meio do meio campo ofensivo para a área onde ataca Mitrovic.
  • Médios procuram garantir linhas de passe, apresentam boa mobilidade. McDonald (destro) está no vértice mais recuado. Os dois médios mais interiores, Cairney (canhoto) procura estar sobre a meia-direita e Johansen (canhoto) sobre a meia-esquerda. Em alguns momentos, principalmente a construir, estes colocam-se nos corredores. Muita tranquilidade quando a bola está com num destes jogadores. Johansen é quem avança mais vezes, realizando movimentos de rutura.
  • Alas garantem boa mobilidade, quando o jogo está no seu corredor procuram estar abertos estando o ala do lado contrário por dentro e vice-versa. Quando o jogo está no corredor central estes procuram movimentos de fora para dentro. Sessègnon (canhoto) mais pela esquerda, Ayité (destro) e Kamara (canhoto) pela direita. Reparo para Sessègnon, que com apenas 18 anos apresenta um grande potencial.
  • PL Mitrovic, procura estar sempre em apoio, fazendo uso do seu corpo para segurar o jogo e servir os seus colegas. Consegue rodar com facilidade, remata fácil com qualquer um dos pés.
  • No último terço, quando jogam pelo centro, os alas estão por dentro, Mitrovic é o jogador alvo para segurar e servir os alas no espaço, um dos médios que aparece para rematar (normalmente é Johansen, que faz uso do remate exterior) ou rodar e rematar. Atacam a área normalmente entre 3 a 4 jogadores.



Ricardo Alves
Mon, 22 Oct 2018 09:20:34
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Liga dos Campeões 2018/19… para apostador ver (3.ª jornada)

Liga dos Campeões 2018/19… para apostador ver (3.ª jornada)

Dados de crucial importância para o apostador percecionar o que têm sido as jornadas 3 da Liga Milionária. Para conferir, analisar, apostar e, claro, ganhar

 

1. -2,5 e +2,5 golos às terceiras rondas

 

 * 2017/18  

 -2,5     Percentagem   +2,5   Percentagem

5            31,25%              11         68,75%

Imagem 1- Na temporada anterior, à jornada 3, PSG seguiu tendência de golo (+2,5) e foi à vizinha Bélgica «despachar» o Anderlecht por 4 golos sem resposta. Mbappé, Cavani, Neymar (na foto a festejar o terceiro da partida) e Di María ditaram as leis no país que alberga o parlamento europeu. Fonte: eurosportasia

 

2. Perspetivas para esta temporada 2018/19

Tal como no artigo relativo à jornada anterior, também nesta serão produzidas considerações relativamente ao que poderá suceder terça e quarta-feira. As da pretérita ronda, diga-se, foram alvo de acerto quase total (dos encontros mencionados, apenas um não estava correto – conferir aqui). De sublinhar que esta análise é produzida num prisma puramente pessoal e intransmissível.

As últimas 7 temporadas indicam que 43,75% dos prélios concluíram com -2,5 tentos. Isto é, há uma tendência para que os encontros terminem com +2,5 golos (63 contra 49 que tiveram dois ou menos golos).

Desta feita, e olhando para a jornada e avaliando os momentos de forma das equipas, é crível que os seguintes encontros tenham pouca tendência de golo (-2,5):

  • Club Brugge x Monaco
  • Lokomotiv de Moscovo x FC Porto
  • Galatasaray x Schalke 04

 

Relativamente aos jogos que poderão dar três ou mais golos, eis as perspetivas:

  • Ajax x Benfica
  • Hoffenheim x Lyon
  • Real Madrid x Plzen
  • Young Boys x Valência
  • Borússia Dortmund x Atlético de Madrid
  • Liverpool x Estrela Vermelha
  • PSG x Nápoles

Imagem 2- Ajax tem equipa muito concretizadora e águia deverá sofrer esse efeito em Amesterdão. Fonte: beinsports

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Fri, 06 Apr 2018 11:02:00
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LIVERPOOL - SERÁ CAOS OU ORGANIZAÇÃO?

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SERÁ QUE CONSEGUIR ORGANIZAR UMA EQUIPA COMO A DO LIVERPOOL DÁ MUITO TRABALHO, OU É PURA SORTE?


Muito ou pouco se falou do jogo entre o Liverpool e o Manchester City. Duas concepções de jogo e duas ideias de jogo bem diferentes. Para o caso não interessa estarmos a falar sobre essas diferenças. O que me interessa, tem a ver com a definição que muitos dão aos conceitos de ambos os treinadores.  
Do lado do City é a inteligencia, a paciência que predomina. Do outro lado o jogo é caracterizado como sendo intenso e caótico.
Como me interesso muito por futebol e conheço ligeiramente a equipa de Kloop, fui ao dicionário ver o que significa a palavra caos.


O que é o Caos:


Caos significa desordem, confusão e tudo aquilo que está em desequilíbrio

Teoria do Caos:
Trata-se do princípio que afirma que uma pequena alteração ou mudança no início de um evento, no decorrer deste processo, transforma-se em consequências desproporcionais e imprevisíveis.

Posto isto a minha intervenção vem no sentido de esclarecer que para mim a equipa do Liverpool é tudo menos desorganizada, confusa e desequilibrada. 
É uma equipa que defensivamente se organiza de forma zonal e pressionante. Quando não tem a bola procura de imediato recuperá-la subindo as suas linhas de pressão com coberturas permanentes e mantendo a equipa o mais compacta possível. 
A sua linha de 4, encurta quando a equipa pressiona no meio campo adversário  mantendo as distâncias entre os sectores reduzida. Jogam sempre em função da posição da bola e dos companheiros. 

Ofensivamente e nas transições opta na grande maioria das vezes por acções onde a velocidade de deslocamento dos jogadores é alta o que pressupõe à partida um maior acumular de erros, mas tal não significa que a equipa não sabe o que faz e que não coloca em campo todo um manancial de conceitos tácticos que são treinados. 

Podemos discutir conceitos e até dizer que gosto mais de um do que de outro, mas futebol é arte, é cultura e como arte e cultura que é assenta muito da sua beleza na diversidade daqueles que a praticam e na diversidade das ideias de jogo daqueles que comandam as equipas. Dizer-se que um treinador e uma equipa "respeitam" o jogo e que um outro já não o faz, só porque não joga dentro dos nossos padrões parece-me uma ideia muito redutora.

Ficam aqui alguns exemplos do que atrás referi:






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