Entrevista a André David

Entrevista a André David

André David é um jovem treinador que está prestes a fazer história com o Bragança no Campeonato de Portugal Prio. Acredita que o futebol positivo e as suas ideias o levarão em breve a outros voos.

Quem é o André David e quando começou a ligação ao Futebol?

Sou um jovem treinador, que começou a treinar com 21 anos, na altura no Sabroso S C – Juniores E.  Tenho um passado como jogador  amador.

 

Como foi o teu percurso até a este momento?

Fui treinador na formação do Sabroso SC, Abambres SC, O Crasto e GD Tourizense. Ao mesmo tempo durante 4 anos acumulei o cargo de selecionador distrital na associação de futebol de Vila Real e prospetor do SL Benfica no distrito de Vila Real. Mais tarde fui treinador adjunto no SC Vila Real, SC Régua e GD Tourizense.  No GD Tourizense a meio da época 11-12 assumi pela primeira vez uma equipa sénior, e dai para cá passei pelo FC Oliveira do Hospital e agora no GD Bragança.

 

Qual foi até hoje o melhor momento que tiveste no futebol?

Há vários momentos que nos marcam de uma forma ou de outra. Na época que entro no GD Tourizense, o jogo que garantiu a manutenção na 2ª Divisão – zona sul teve uma carga emocional enorme. No ano seguinte atingir a 5a eliminatória da Taça de Portugal,  onde fomos eliminados pela Academica de Coimbra, foi o jogo com mais impacto mediático.

 

Que referencias tens para a tua carreira de treinador?

Naturalmente José Mourinho por tudo o que ele trouxe ao futebol nacional e internacional. O Leonardo Jardim pelo seu percurso, um treinador que cresceu a pulso no futebol nacional.  Pep Guardiola e Jorge Jesus pela qualidade de jogo das suas equipas.

 

Como preparaste a tua equipa para esta fase de transição entre a primeira parte da época e esta da subida?

O nosso trabalho é um processo contínuo e evolutivo, onde procuramos treino após treino, jogo após jogo, crescer como equipa, optimizando aquilo que são os nossos comportamentos em todos os momentos de jogo. A pausa foi por isso optima para debelar uma ou outra lesão, integrar os dois reforços e manter os níveis competitivos da equipa com alguns jogos treino.

 

Qual a maior dificuldade que sente na operacionalização do teu modelo, quando o apresentas aos jogadores?

A falta de tempo, unidades de treino, para operacionalizar é sempre o maior problema que sentimos. Parece – me que os jogadores acreditam muito rápido naquilo que são as nossas ideias, pois ganham mais vezes do que perdem ou empatam. Acredito que são as vitórias que valorizam o nosso trabalho.

 

No teu modelo, treinas mais que um sistema táctico? Quando começas a treinar o alternativo?

 Não, treinamos apenas um sistema, que tem nuances que o tornam mais ou menos ofensivo.

 

Como respondes se o adversário te colocar sobre pressão alta, tentando impedir a tua equipa de construir desde trás? Que comportamentos deve a tua equipa adoptar nessas situações?

Aqui entra a velha história do “lençol curto”, se tapas a cabeça destapas os pés. Quero com isto dizer que procuramos sair curto em superioridade de um jogador, utilizando Gr como peça importante do ataque da equipa e dessa forma explorar os espaços que o “lençol” não consegue tapar.

 

Tens algumas situações de jogo padronizadas? Em que fase ou fases? Como as treinas?

Os únicos momentos que são padronizados são os esquemas táticos. Temos um treino no microciclo para optimizar os esquemas táticos.

 

Como preparas a prelecção ao grupo antes dos jogos?

Eu acredito que a preparação jogos é feita durante a semana de trabalho. Por isso a nossa prelecção antes do jogo apenas incide sobre algumas particularidades do adversário, tentamos antecipar os espaços que o adversário concede e os espaços que lhe devemos retirar, bolas paradas e por fim tentamos mexer com os aspectos emocionais dos jogadores.

 

O que podemos esperar do Bragança para esta fase final do Campeonato?

Uma equipa competitiva, competente e com qualidade de jogo. Queremos entrar na história do clube, fazendo a melhor classificação de sempre.

 

Que equipas vês como favoritas à subida de divisão?

Fafe, Vizela e Vilaverdense. São as equipas que por tudo o que investiram nos seus planteis desde o início da época, estão mais preparadas para atacar os lugares de subida.

 

Como defines o Campeonato de Portugal Prio?

O CPP é um campeonato muito equilibrado, competitivo, com jogadores e treinadores de muita qualidade para no futuro alimentar a 1a e 2a ligas.

 

Onde te vês daqui a cinco anos?

Não sei onde vou estar, porque 5 anos é um espaço temporal muito grande. Quero num futuro próximo chegar á 2a liga, e acredito que vai ser uma realidade.

 

Que opinião tens da WI COACH?

É um excelente espaço de partilha e promoção do trabalho desenvolvido por parte de quem anda no futebol amador e profissional.

 

Agradecemos muito a tua disponibilidade de partilhar conhecimentos connosco. No caso de ser possível, pedíamos uma ficha de treino e uma mensagem para partilhar com todos os treinadores que são seguidores da WiCoach.

Vale a pena sonhar, pois o sonho comanda a vida. Não há muitas oportunidades, mas elas aparecem, e nessa altura é fundamental estar bem preparado. Invistam na vossa formação como treinadores, sistematizem o vosso conhecimento e vão para o terreno por em prática o que idealizam. Ser Treinador é muito exigente e complexo, só a pratica nos dá o contexto e as experiencias que nos tornam cada vez melhores e mais fortes.

 

Muito Obrigado pela colaboração.

 

 

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