Entrevista Miguel Aleixo Presidente do G.S. Loures (Campeonato "Prio")

Entrevista Miguel Aleixo Presidente do G.S. Loures (Campeonato

Vale a pena ler a posição de um jovem dirigente sobre temas importantes do futebol. Uma entrevista com conteúdo!

Entrevista com dirigentes:

Miguel Aleixo, Presidente do Grupo Sportivo de Loures.

Dirigente desportivo jovem mas com muita experiencia e com resultados alcançados no seu clube. Equipa Sénior no Campeonato de Portugal Prio e a Formação como aposta, estando os juniores na 1ª Divisão do campeonato nacional, zona sul.

  1. Fale-nos um pouco sobre a sua ligação ao futebol e as conquistas alcançadas.

    Aprendi a ler na minha infância com os jornais desportivos, da época, como a “A Bola” e o “Record” e esse facto, acabou por ser deveras marcante para mim e também um pronúncio que iria ter uma vida, ligada ao dirigismo desportivo e neste caso, ao futebol.

    Depois como morarava ao perto do campo José da Silva Faria e o facto de desde pequeno, acompanhar os treinos e os jogos que ali se realizavam, desenvolveu em mim, uma Enorme paixão pelo Grupo Sportivo de Loures.

    Iniciei-me nas lides directivas no GSL, com 19 anos, integrando então uma comissão administrativa, que foi histórica e que salvou, na época, este Clube, de desaparecer do mapa.

    Actualmente vou no meu quinto e último ano, do segundo mandato, enquanto presidente da direcção.

    As conquistas felizmente já foram várias e mérito de Todos aqueles que nelas participaram, mas destacaria duas, ainda bem recentes e que perdurarão para sempre na História deste Clube, que já tem 103 anos e que foram a subida da equipa sénior de futebol ao então campeonato nacional de seniores (CNS) e agora denominado Campeonato de Portugal “PRIO”, sagrando-se então campeã distrital e vencedora da supertaça da AFL, em ano de Centenário, ou seja na época de 2012/2013. Marcante também em 2014/2015, termos sido Campeões Nacionais de juniores, da segunda divisão!

     

  2. Que diferenças existem entre o Miguel Aleixo, enquanto presidente de um clube de futebol e o Miguel Aleixo fora do futebol?

    O Miguel Aleixo, enquanto presidente, quer sempre o melhor para o GSL, defendendo-o até á “morte” e as ideias que norteiam a Direcção a que pertence, assente no binómio, máximo rigor financeiro e total/máxima ambição desportiva!

    O Miguel Aleixo, fora do futebol é uma pessoa, que quer cada vez mais passar o seu tempo livre com a sua Família, que bastante tem sido penalizada, com esta minha ligação ao GSL!

    Profissionalmente, quero também, continuar a ser reconhecido como um profissional exemplar e dedicado, continuando assim, a ser reconhecido como tal pela minha entidade patronal, que é a mesma á 25 anos.

     

  3. Quais são os objectivos que pretende alcançar enquanto presidente do Grupo Sportivo de Loures?

    Continuar a desenvolver uma gestão equilibrada e bastante rigorosa no capítulo financeiro, onde impera o rigor!

    Contudo o mesmo, não pode, nem condiciona em nada, uma máxima ambição desportiva, que na época de 2016/17, no que ao futebol diz respeito, passa pela manutenção da nossa equipa sénior, no Campeonato de Portigal “PRIO”, alcançar também, a mesma manutenção dos juniores e dos iniciados, na primeira divisão nacional dos respectivos campeonatos. Em relação aos juvenis, queremos alcançar os nacionais!

    Em relação á restante formação, continuar a manter orgulhosamente, o nome do GSL, enquanto Clube, que gere por si mesmo, a sua Academia de talentos e de futuros Homens deste Concelho e deste Pais!

     

  4. Quais são as maiores dificuldades com que se depara na gestão do clube?

    Em termos desportivos, a grave insuficiência do nosso exiguo parque desportivo, que se resume a um único campo relvado sintético para cerca de quinze equipas federadas, estando três delas nos respectivos campeonatos nacionais. Temos actualmente cerca de 250 atletas federados, porque infelizmente e com muita pena nossa, não podemos actualmente acolher mais!

    Para continuarmos a dar as melhores condições possíveis á nossa formação, á nossa futura academia de talentos, tivemos na presente época de 2016/2017, colocar a nossa equipa júnior a treinar na Murteira e a nossa equipa sénior a treinar três vezes por semana no Zambujal, a partir do presente mês de setembro. Estas medidas implicaram um aumento significativo da nossa estrutura de custos, reflectidos na rúbrica das despesas gerais, pois os alugueres não são gratuitos.

    O Grupo Sportivo de Loures, já merecia ter ao seu dispôr um verdadeiro complexo desportivo!

     

  5. Que opinião tem sobre os investimentos realizados por empresas exteriores, nomeadamente, chinesas, nos clubes do campeonato de Portugal Prio?

    A quase totalidade dos Clubes em Portugal, atravessam uma grave crise financeira, quer sejam os participantes nos campeonatos profisionais organizados pela Liga, quer nomedamente aqueles que participam no Capeonato de Portugal “PRIO”. É muito triste ver os Clubes, cada vez mais pobres e a nossa Federação, cada vez mais rica!

    Com esta triste realidade no panorama actual do futebol português, os gestores desportivos, nomeadamente das equipas participantes no Campeonato de Portugal “PRIO”, vêem-se a braços com imensas e quase insanáveis dificuldades financeiras, motivadas pelas escassas receitas, pelos elevados custos, quer sejam motivados pela organização de jogos (cerca de mil euros, por jogo em casa, sendo que, mensalmente se realizam dois em casa de cada equipa e que ultimamente, as operadoras televisivas, colocam jogos da Liga profissional, em horários concorrenciais aos nossos), quer pelo elevado custo de cada inscrição, com transferência nacional de jogadores, cerca de quatrocentos euros cada, quer pela enorme concorrência que existe entre as equipas, que leva muitas delas, por irresponsabilidade dos seus dirigentes, a prometerem pagar o que não podem em subsídios aos jogadores, para ficarem com os melhores.

    Este “quadro” negro, fez disparar o número de Clubes, que se transformaram em SAD`S, indo estas parar, a grande maioria delas, a “mãos” de investidores estrangeiros, cujam a origem dos fundos, muitas vezes é desconhecida e oriunda das mais diversas partes do globo terrestre. Quando assim acontece, a verdade desportiva, corre o risco de ser deturpada!

    Defendo as parcerias, aquelas que são sérias, aquela onde os novos investidores, respeitam a tradição e a história do Clube “origem”, cuja liderança e gestão é feita em conjunto, pela empresa estrangeira/investidor e a Direcção dos Clubes. Onde a origem dos capitais investidos seja clara e os objectivos desportivos, perfeitamente claros também! Assim, imperará a verdade desportiva e o futebol português, poderá evoluir também noutros níveis, que não só na qualidade dos seus intervenientes, os jogadores e os técnicos!

     

     

  6. Se pudesse implementar alguma ideia ou mudar alguma coisa na organização do futebol português, o que seria?

    Prefiro falar do que conheço e daquilo, que Nós/GSL, sentImos no dia-a-dia, ao participarmos no Campeonato de Portugal “PRIO”.

    Sou um crítico acérrimo dos moldes, actuais, em que se disputa este campeonato e que piora ano, após ano!

    Para mim é o campeonato da mentira, que previgilia os “Chicos espertos” e as “habilidades” e que não defende, não incentiva, nem prestigia os Clubes sérios e cumpridores!

    Este Campeonato, surgiu com o nome de Campeonato Nacional de Seniores (CNS), composto por 80 equipas, tendo como “bandeiras”, os baixos custos, nomeadamente com as deslocações, pela possibilidade de nas 8 series de 10 equipas cada, poderem agupar Clubes, da mesma região e Associação, com isso, poderiam crescer as receitas de bilheteira.

    Contudo tudo isto, foi uma miragem!

    Cada equipa que participa nesta competição, joga duas vezes por mês em casa e em cada jogo, só de despesas de organização, arbitragem e policiamento, são 1.000,00 euros/cada, ou seja 2.000 euros/mês.

    Uma inscrição de 1 jogador sénior com transferência/custa 376,50 euros , 1 renovação de sénior 176,50 euros e uma promoção de junior a sénior 129,00 euros.

    Na primeira fase, cada equipa realiza 18 jogos (cada serie tem 10 equipas), que começou em 21 Agosto de 2016 e terminará em 21 Janeiro 2017. Em que os dois primeiros classificados, se apurarão para a fase de subida, que se irá disputar, entre 16 equipas (os dois primeiros, das oito series), em duas series de 8 equipas cada, começando com zero pontos e onde subirão á segunda liga, os dois vencedores da serie de subida.

    As restantes 64 equipas, irão disputar a fase de manutenção/descida, composta por 8 series de 8 equipas cada, onde o 3º, 4º, 5º e 6º da serie A, jogarão com o 7º,8º,9º e 10º, da serie B e assim sucessivamente, começando cada equipa com 25% dos pontos alcançados na primeira fase. Ou seja quem acabar com 20 pontos na primeira fase, começa com 5 pontos, esta nova fase e quem acabou a primeira fase com 0 pontos, começa com os mesmos 0 pontos. Ou seja as equipas sérias e cumpridoras, apetrecham-se de inicio com aquele que querem e desejam que seja o seu plantel durante os 10 meses da competição e os clubes “geridos pelos Chicos espertos”, não investem na primeira fase, que dura 5 meses e investem tudo em Janeiro, quando começa a segunda fase e reabre a janela de transferências, podendo assim melhorar e reestruturar os seus planteis e investir só durante cinco meses! Não concordo, minimamente com isto! O que ganhará o Grupo Sportivo de Loures, se não ficar nos dois primeiros lugares na primeira fase, da serie “G”? Nada! Cumpriu durante 5 meses, fica com 25% dos pontos alcançados na 1ª fase e vai disputar a segunda fase, com 4 equipas da serie “H” (onde residem os Clubes, do Alentejo e Algarve), ou seja, mais despesas em deslocação e menos receita de bilheteira nos jogos em casa. Depois com os jogos deste campeonato, a realizarem-se ao domingo, sofrem da concorrência “desleal”, dos jogos da Super Liga, onde cada vez mais as equipas grandes, colocam os seus jogos, a tardinha de domingo! Só mais prejuizo, para os Clubes que disputam o Campeonato de Portugal “PRIO”!

    Gostaria que este campeonato de 80 equipas, fosse disputado em 4 series de 20 equipas cada (com as equipas das ilhas a serem divididas pelas 4 series). Subiam á segunda liga, os 4 vencedores de serie e desceriam os 5 últimos classificados de cada uma delas. Também colocaria os jogos ao sábado á tarde, passando o nacional de juniores, para o domingo. Acho que seria muito mais justo e sério!

     

  7. Enquanto dirigente desportivo, qual o perfil preferencial na escolha de um treinador?

    De preferência prefiro e privilégio um treinador jovem, ambicioso, actualizado, competente, sério, humano e um profundo conhecedor do campeonato onde vai estar inserido e que também conheça e comungue dos objectivos traçados e partilhados por esta direcção. Que são simples, que assentam no casamento perfeito , entre a gestão rigorosa, no capítulo financeiro e a máxima ambição, no capítulo competitivo/desportivo! Eis, como se chega ao Luís Silva, o nosso actual treinador dos seniores, para a época 2016/2017!

     

  8. Qual a sua opinião sobre os treinadores portugueses, nomeadamente, os que trabalham ao nível do campeonato de Portugal Prio e na Distrital?

    Existe o quadro, já um leque de jovens treinadores, de bastante valor, que vão sistematicamente realizando trabalhos deveras interessantes e competentes! Penso que estamos na presença e a caminhar, para que estes registos alcançados, lhes serviam de trampolim, para outros campeonatos mais evoluidos e competitivos. A medida que isto vai sucedendo, vai-se notando cada vez mais, umamudança gradual e qualitativa, na qualidade do futebol português!

     

  9. Considera que os treinadores, vindos dos campeonatos amadores, tem potencial para serem apostas frequentes nos clubes profissionais?

    Claro que sim, como deixei bem claro e patente, nas respostas anteriores.

     

  10. O Miguel Aleixo vê-se a trabalhar num clube profissional?

    Em tempos idos, pensei seriamente nisso sim! Sinceramente, pensava que isso ia acontecer, de uma forma natural! Inclusivamente investi em mim mesmo e nas minhas competências académicas, para tornar isso possível, tirando uma pós graduação em gestão desportiva/futebol.

    Os anos foram passando e actualmente, acho deveras dificil, não porque não gostasse, mas porque me sinto realizado profissionalmente, gosto também do trabalho que faço e estou deveras comprometido com a minha entidade patronal!

    Contudo também é verdade que gostava e sei fazer outras coisas e que o futuro a Deus, pertence! Vamos ver!

     

  11. Que planos têm para o seu futuro como dirigente desportivo?

    Presentemente, encontro-me no meu último ano de mandato, do meu segundo consulado, seguido, como presidente da direcção, mandato esse, que termina em março de 2017, altura que completarei cinco anos á frente dos destinos do GSL.

    Depois quero contribuir para o aparecimento de uma solução credível e séria, que continue a defender a dicotomia, máximo rigor financeiro versus máxima ambição desportiva, que é o único caminho viável para o Grupo Sportivo de Loures, ser cada vez maior e único! O orgulho das suas gentes!

  12. Coloca a possibilidade de poder contratar treinadores usando a plataforma da WiCoach?

    Porque não?!?

    Coloco claramente essa hipótese de num futuro próximo, me servir desta ùtil ferramente, que é a vossa plataforma, o WICoach!

  1. Fale-nos um pouco sobre a sua ligação ao futebol e as conquistas alcançadas.

    Aprendi a ler na minha infância com os jornais desportivos, da época, como a “A Bola” e o “Record” e esse facto, acabou por ser deveras marcante para mim e também um pronúncio que iria ter uma vida, ligada ao dirigismo desportivo e neste caso, ao futebol.

    Depois como morarava ao perto do campo José da Silva Faria e o facto de desde pequeno, acompanhar os treinos e os jogos que ali se realizavam, desenvolveu em mim, uma Enorme paixão pelo Grupo Sportivo de Loures.

    Iniciei-me nas lides directivas no GSL, com 19 anos, integrando então uma comissão administrativa, que foi histórica e que salvou, na época, este Clube, de desaparecer do mapa.

    Actualmente vou no meu quinto e último ano, do segundo mandato, enquanto presidente da direcção.

    As conquistas felizmente já foram várias e mérito de Todos aqueles que nelas participaram, mas destacaria duas, ainda bem recentes e que perdurarão para sempre na História deste Clube, que já tem 103 anos e que foram a subida da equipa sénior de futebol ao então campeonato nacional de seniores (CNS) e agora denominado Campeonato de Portugal “PRIO”, sagrando-se então campeã distrital e vencedora da supertaça da AFL, em ano de Centenário, ou seja na época de 2012/2013. Marcante também em 2014/2015, termos sido Campeões Nacionais de juniores, da segunda divisão!

     

  2. Que diferenças existem entre o Miguel Aleixo, enquanto presidente de um clube de futebol e o Miguel Aleixo fora do futebol?

    O Miguel Aleixo, enquanto presidente, quer sempre o melhor para o GSL, defendendo-o até á “morte” e as ideias que norteiam a Direcção a que pertence, assente no binómio, máximo rigor financeiro e total/máxima ambição desportiva!

    O Miguel Aleixo, fora do futebol é uma pessoa, que quer cada vez mais passar o seu tempo livre com a sua Família, que bastante tem sido penalizada, com esta minha ligação ao GSL!

    Profissionalmente, quero também, continuar a ser reconhecido como um profissional exemplar e dedicado, continuando assim, a ser reconhecido como tal pela minha entidade patronal, que é a mesma á 25 anos.

     

  3. Quais são os objectivos que pretende alcançar enquanto presidente do Grupo Sportivo de Loures?

    Continuar a desenvolver uma gestão equilibrada e bastante rigorosa no capítulo financeiro, onde impera o rigor!

    Contudo o mesmo, não pode, nem condiciona em nada, uma máxima ambição desportiva, que na época de 2016/17, no que ao futebol diz respeito, passa pela manutenção da nossa equipa sénior, no Campeonato de Portigal “PRIO”, alcançar também, a mesma manutenção dos juniores e dos iniciados, na primeira divisão nacional dos respectivos campeonatos. Em relação aos juvenis, queremos alcançar os nacionais!

    Em relação á restante formação, continuar a manter orgulhosamente, o nome do GSL, enquanto Clube, que gere por si mesmo, a sua Academia de talentos e de futuros Homens deste Concelho e deste Pais!

     

  4. Quais são as maiores dificuldades com que se depara na gestão do clube?

    Em termos desportivos, a grave insuficiência do nosso exiguo parque desportivo, que se resume a um único campo relvado sintético para cerca de quinze equipas federadas, estando três delas nos respectivos campeonatos nacionais. Temos actualmente cerca de 250 atletas federados, porque infelizmente e com muita pena nossa, não podemos actualmente acolher mais!

    Para continuarmos a dar as melhores condições possíveis á nossa formação, á nossa futura academia de talentos, tivemos na presente época de 2016/2017, colocar a nossa equipa júnior a treinar na Murteira e a nossa equipa sénior a treinar três vezes por semana no Zambujal, a partir do presente mês de setembro. Estas medidas implicaram um aumento significativo da nossa estrutura de custos, reflectidos na rúbrica das despesas gerais, pois os alugueres não são gratuitos.

    O Grupo Sportivo de Loures, já merecia ter ao seu dispôr um verdadeiro complexo desportivo!

     

  5. Que opinião tem sobre os investimentos realizados por empresas exteriores, nomeadamente, chinesas, nos clubes do campeonato de Portugal Prio?

    A quase totalidade dos Clubes em Portugal, atravessam uma grave crise financeira, quer sejam os participantes nos campeonatos profisionais organizados pela Liga, quer nomedamente aqueles que participam no Capeonato de Portugal “PRIO”. É muito triste ver os Clubes, cada vez mais pobres e a nossa Federação, cada vez mais rica!

    Com esta triste realidade no panorama actual do futebol português, os gestores desportivos, nomeadamente das equipas participantes no Campeonato de Portugal “PRIO”, vêem-se a braços com imensas e quase insanáveis dificuldades financeiras, motivadas pelas escassas receitas, pelos elevados custos, quer sejam motivados pela organização de jogos (cerca de mil euros, por jogo em casa, sendo que, mensalmente se realizam dois em casa de cada equipa e que ultimamente, as operadoras televisivas, colocam jogos da Liga profissional, em horários concorrenciais aos nossos), quer pelo elevado custo de cada inscrição, com transferência nacional de jogadores, cerca de quatrocentos euros cada, quer pela enorme concorrência que existe entre as equipas, que leva muitas delas, por irresponsabilidade dos seus dirigentes, a prometerem pagar o que não podem em subsídios aos jogadores, para ficarem com os melhores.

    Este “quadro” negro, fez disparar o número de Clubes, que se transformaram em SAD`S, indo estas parar, a grande maioria delas, a “mãos” de investidores estrangeiros, cujam a origem dos fundos, muitas vezes é desconhecida e oriunda das mais diversas partes do globo terrestre. Quando assim acontece, a verdade desportiva, corre o risco de ser deturpada!

    Defendo as parcerias, aquelas que são sérias, aquela onde os novos investidores, respeitam a tradição e a história do Clube “origem”, cuja liderança e gestão é feita em conjunto, pela empresa estrangeira/investidor e a Direcção dos Clubes. Onde a origem dos capitais investidos seja clara e os objectivos desportivos, perfeitamente claros também! Assim, imperará a verdade desportiva e o futebol português, poderá evoluir também noutros níveis, que não só na qualidade dos seus intervenientes, os jogadores e os técnicos!

     

     

  6. Se pudesse implementar alguma ideia ou mudar alguma coisa na organização do futebol português, o que seria?

    Prefiro falar do que conheço e daquilo, que Nós/GSL, sentImos no dia-a-dia, ao participarmos no Campeonato de Portugal “PRIO”.

    Sou um crítico acérrimo dos moldes, actuais, em que se disputa este campeonato e que piora ano, após ano!

    Para mim é o campeonato da mentira, que previgilia os “Chicos espertos” e as “habilidades” e que não defende, não incentiva, nem prestigia os Clubes sérios e cumpridores!

    Este Campeonato, surgiu com o nome de Campeonato Nacional de Seniores (CNS), composto por 80 equipas, tendo como “bandeiras”, os baixos custos, nomeadamente com as deslocações, pela possibilidade de nas 8 series de 10 equipas cada, poderem agupar Clubes, da mesma região e Associação, com isso, poderiam crescer as receitas de bilheteira.

    Contudo tudo isto, foi uma miragem!

    Cada equipa que participa nesta competição, joga duas vezes por mês em casa e em cada jogo, só de despesas de organização, arbitragem e policiamento, são 1.000,00 euros/cada, ou seja 2.000 euros/mês.

    Uma inscrição de 1 jogador sénior com transferência/custa 376,50 euros , 1 renovação de sénior 176,50 euros e uma promoção de junior a sénior 129,00 euros.

    Na primeira fase, cada equipa realiza 18 jogos (cada serie tem 10 equipas), que começou em 21 Agosto de 2016 e terminará em 21 Janeiro 2017. Em que os dois primeiros classificados, se apurarão para a fase de subida, que se irá disputar, entre 16 equipas (os dois primeiros, das oito series), em duas series de 8 equipas cada, começando com zero pontos e onde subirão á segunda liga, os dois vencedores da serie de subida.

    As restantes 64 equipas, irão disputar a fase de manutenção/descida, composta por 8 series de 8 equipas cada, onde o 3º, 4º, 5º e 6º da serie A, jogarão com o 7º,8º,9º e 10º, da serie B e assim sucessivamente, começando cada equipa com 25% dos pontos alcançados na primeira fase. Ou seja quem acabar com 20 pontos na primeira fase, começa com 5 pontos, esta nova fase e quem acabou a primeira fase com 0 pontos, começa com os mesmos 0 pontos. Ou seja as equipas sérias e cumpridoras, apetrecham-se de inicio com aquele que querem e desejam que seja o seu plantel durante os 10 meses da competição e os clubes “geridos pelos Chicos espertos”, não investem na primeira fase, que dura 5 meses e investem tudo em Janeiro, quando começa a segunda fase e reabre a janela de transferências, podendo assim melhorar e reestruturar os seus planteis e investir só durante cinco meses! Não concordo, minimamente com isto! O que ganhará o Grupo Sportivo de Loures, se não ficar nos dois primeiros lugares na primeira fase, da serie “G”? Nada! Cumpriu durante 5 meses, fica com 25% dos pontos alcançados na 1ª fase e vai disputar a segunda fase, com 4 equipas da serie “H” (onde residem os Clubes, do Alentejo e Algarve), ou seja, mais despesas em deslocação e menos receita de bilheteira nos jogos em casa. Depois com os jogos deste campeonato, a realizarem-se ao domingo, sofrem da concorrência “desleal”, dos jogos da Super Liga, onde cada vez mais as equipas grandes, colocam os seus jogos, a tardinha de domingo! Só mais prejuizo, para os Clubes que disputam o Campeonato de Portugal “PRIO”!

    Gostaria que este campeonato de 80 equipas, fosse disputado em 4 series de 20 equipas cada (com as equipas das ilhas a serem divididas pelas 4 series). Subiam á segunda liga, os 4 vencedores de serie e desceriam os 5 últimos classificados de cada uma delas. Também colocaria os jogos ao sábado á tarde, passando o nacional de juniores, para o domingo. Acho que seria muito mais justo e sério!

     

  7. Enquanto dirigente desportivo, qual o perfil preferencial na escolha de um treinador?

    De preferência prefiro e privilégio um treinador jovem, ambicioso, actualizado, competente, sério, humano e um profundo conhecedor do campeonato onde vai estar inserido e que também conheça e comungue dos objectivos traçados e partilhados por esta direcção. Que são simples, que assentam no casamento perfeito , entre a gestão rigorosa, no capítulo financeiro e a máxima ambição, no capítulo competitivo/desportivo! Eis, como se chega ao Luís Silva, o nosso actual treinador dos seniores, para a época 2016/2017!

     

  8. Qual a sua opinião sobre os treinadores portugueses, nomeadamente, os que trabalham ao nível do campeonato de Portugal Prio e na Distrital?

    Existe o quadro, já um leque de jovens treinadores, de bastante valor, que vão sistematicamente realizando trabalhos deveras interessantes e competentes! Penso que estamos na presença e a caminhar, para que estes registos alcançados, lhes serviam de trampolim, para outros campeonatos mais evoluidos e competitivos. A medida que isto vai sucedendo, vai-se notando cada vez mais, umamudança gradual e qualitativa, na qualidade do futebol português!

     

  9. Considera que os treinadores, vindos dos campeonatos amadores, tem potencial para serem apostas frequentes nos clubes profissionais?

    Claro que sim, como deixei bem claro e patente, nas respostas anteriores.

     

  10. O Miguel Aleixo vê-se a trabalhar num clube profissional?

    Em tempos idos, pensei seriamente nisso sim! Sinceramente, pensava que isso ia acontecer, de uma forma natural! Inclusivamente investi em mim mesmo e nas minhas competências académicas, para tornar isso possível, tirando uma pós graduação em gestão desportiva/futebol.

    Os anos foram passando e actualmente, acho deveras dificil, não porque não gostasse, mas porque me sinto realizado profissionalmente, gosto também do trabalho que faço e estou deveras comprometido com a minha entidade patronal!

    Contudo também é verdade que gostava e sei fazer outras coisas e que o futuro a Deus, pertence! Vamos ver!

     

  11. Que planos têm para o seu futuro como dirigente desportivo?

    Presentemente, encontro-me no meu último ano de mandato, do meu segundo consulado, seguido, como presidente da direcção, mandato esse, que termina em março de 2017, altura que completarei cinco anos á frente dos destinos do GSL.

    Depois quero contribuir para o aparecimento de uma solução credível e séria, que continue a defender a dicotomia, máximo rigor financeiro versus máxima ambição desportiva, que é o único caminho viável para o Grupo Sportivo de Loures, ser cada vez maior e único! O orgulho das suas gentes!

  12. Coloca a possibilidade de poder contratar treinadores usando a plataforma da WiCoach?

    Porque não?!?

    Coloco claramente essa hipótese de num futuro próximo, me servir desta ùtil ferramente, que é a vossa plataforma, o WICoach!

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