Elói Zeferino - Um Treinador que cumpre objetivos!

Elói Zeferino - Um Treinador que cumpre objetivos!

Elói Zeferino é um treinador com resultados. Por onde passou conseguiu sempre deixar a sua marca atingindo os objetivos propostos. Acreditamos que tem mais que potencial para oportunidades nos campeonatos profissionais. É um homem de valores!

  1. Quem é o Elói Zeferino e quando começou a ligação ao Futebol?

    Uma pessoa normal igual a tantas outras que em criança a melhor prenda era uma bola e a melhor brincadeira era jogar à bola.

     

  2. Como foi o teu percurso até a este momento?

    Aos 10 anos iniciei a minha ligação ao futebol com a entrada no escalão de escolas e desde aí fui passando por todos os escalões de formação até aos seniores- A este nível jogue até aos 31 anos.

    Quando deixei o futebol de forma oficial deparei-me com a dificuldade de estar “parado” e assim fui jogar um ano no Inatel com amigos. Foi uma experiencia fantástica onde fomos campeões e onde iniciei os primeiros contactos com o treino. Os meus amigos queriam que fosse treinador mas eu queria era jogar. Então, acordamos que eu planeava e dava os treinos mas seriam eles que tomavam as decisões de quem jogava- Uma espécie de manager e eu de treinador… (risos)….

    No ano seguinte começou a carreira de treinador com três meses nos juniores do carregado e como as coisas nos séniores não estavam bem a direção convidou-me para treinador e sem qualquer preparação, porque não tinha sido adjunto de ninguém e que considero importante e uma lacuna minha, resolvi aceitar o desafio que durou até ao ano passado, onde resolvi interromper por vários motivos.

     

  3. Qual foi até hoje o melhor momento que tiveste no futebol?

    Não sei dizer qual o melhor, porque felizmente já tive alguns muito bons como subidas de divisão como jogador e como treinador que são momentos fantásticos, mas também a manutenção do Sintrense há dois anos foi um momento fantástico pelas dificuldades que tivemos ao longo do ano de todos os géneros e que só quem fez parte daquele grupo sabe dar o valor. Pela complexidade do trabalho posso dizer que foi provavelmente o meu trabalho mais difícil mas onde cresci muito como treinador, pelas pessoas que dirigiam e trabalhavam para o Sintrense que eram fantásticas e estiveram sempre sólidas e confiantes com a equipa técnica.

    Tenho um outro momento que não gostava de apelidar como melhor mas sim como diferente e único: penúltima jornada do campeonato fomos jogar à Madeira a casa do 1º classificado. Sem adeptos, só nós o grupo, um diretor e o presidente. Tínhamos de ganhar para subirmos de divisão nessa jornada e assim foi ganhando num jogo memorável com uma explosão de alegria imensa, mesmo estando sozinhos na ilha. No regresso a surpresa com vila inteira no átrio do aeroporto com as nossas famílias à nossa espera. Aquilo a que só os clubes grandes estão habituados a viver nós um clube desconhecido e amador, também tivemos esse direito de viver um momento único.

     

  4. Que referencias tens para a tua carreira de treinador?

    Todos os que direta ou indiretamente trabalharam comigo: jogadores, treinadores, adjuntos (que para mim são colegas e companheiros), directores, massagistas, fisioterapeutas, médicos, técnicos de equipamento adeptos, etc... Com todos aprendi um pouco, com uns o que devia fazer com outros o que não queria fazer. Como homem e líder a grande referência e única, meu PAI.

     

  5. Com um percurso e resultados sempre ascendentes, como se explica a tua ausência do treino?

    Como a de dezenas ou centenas de outros treinadores com competência, visto não existir tantos clubes para tantos treinadores.

    No meu caso penso que não soube adaptar-me à evolução do futebol fora de campo, não aprendendo a valorizar a minha imagem nem os meus trabalhos e hoje futebol e até a sociedade gira em função de imagens e de quem vende a imagem. Mesmo actualizando os meus conhecimentos e métodos, chego à conclusão que competência e resultados ficam para segundo plano. A parte da imagem é relevante porque não fui internacional nem joguei num clube grande e como tal não tenho nome no mercado nem conhecimentos junto dos melhores clubes.

    Tenho que dizer que este ano ainda não tive convites mas que o ano passado com quatro convites durante o ano para treinar mas por opção de vida não o quis fazer. Dois desses convites tinham boas perspectivas de este ano continuar a treinar.

     

  6. Neste momento existem vários treinadores em situação semelhante à tua. O que achas disso? Queres nomear alguns que também merecem uma oportunidade?

    Existem muitos e como é um assunto que facilmente seria injusto não vou nomear ninguém mas apenas abro uma excepção e porque? Porque é diferente para mim, é como se fosse eu, é leal, tem competência, valores muito bons de liderança. É claro como já adivinharam SERGIO RICARDO.

     

  7. Fala-nos do teu Modelo de jogo: qual a maior dificuldade que sentes na operacionalização do teu modelo, quando o apresentas aos jogadores?

    Não tenho um modelo de jogo definido, tenho um conjunto de princípios que gosto que as minhas equipas tenham.

    A maior dificuldade é perceber se realmente tenho um plantel ou equipe que realmente têm capacidade para fazer o que penso e quero.

     

  8. No teu modelo, treinas mais que um sistema táctico? Quando começas a treinar o alternativo?

    Sim, como todos os treinadores embora os princípios se mantenham. Mas sou um treinador que muda em função do resultado durante o jogo e raramente em função do adversário.

    Treino logo no período preparatório e durante as semanas em função do que penso que irá ser as dificuldades do próximo jogo.

 

  1. Como respondes se o adversário te colocar sobre pressão alta, tentando impedir a tua equipa de construir desde trás? Que comportamentos deve a tua equipa adoptar nessas situações?

    Mando a linha defensiva subir com os centrais a voltarem a descer para vir buscar e um médio no meio dos centrais para jogar com o GR. Se mesmo assim não conseguir subo as linhas, a equipa escolhe um corredor lateral e a equipa fica compacta em dois corredores: lateral e central.

     

     

  2. Como te defines enquanto Líder de uma equipa de futebol? Que características mais relevantes do Líder podem conduzir ao sucesso na gestão de grupo?

    Sou um líder que baseia o seu trabalho no colectivo e no espírito de equipa e por isso rigoroso na aplicação das regras de grupo procurando um forte espírito de equipa.

    Quanto ao levar ao sucesso é um tema diverso e que não existe uma definição exacta por isso, penso que ao conhecermo-nos e definirmos o que queremos e gostamos, prepararmo-nos para a sua defesa e aplicação, acreditando no que definimos. Porque se não formos convictos os jogadores percebem e nunca mais defendem as nossas ideias.

    Existe uma palavra que gosto num líder e considero imprescindível: CARÁCTER! Um líder sem carácter jamais terá uma equipa com carácter em campo.

 

  1. Como preparas a prelecção ao grupo antes dos jogos?

    Vídeo dos principais momentos do adversário, estratégia para o jogo e a equipa com antecipação de eventuais problemas, estado do campo, características próprias do clube e adeptos, características da equipa de arbitragem, apresentação de factores motivacionais para a equipa por vídeo ou escrita e alusão alguns princípios de equipa e grupo que considero mais importantes para aquele jogo.

     

     

  2. Como trabalhas a vertente psicológica e comportamental do grupo? Tens algum elemento especializado nessa área de forma a coadjuvar-te no sentido de potencializar o rendimento dos jogadores e da equipa?

    Nunca tive ninguém específico para isso, era feito pela equipa técnica. Em conjunto, debatíamos sugestões e depois definíamos o que e como fazer. Vídeos, PowerPoint, frases feitas e que achávamos que tinha a ver com o que defendíamos e até o silêncio e votos de confiança no que era feito durante a semana e que passava por dizer simplesmente: “vocês sabem o que tem de fazer para ganhar”.

    Mas gosto de diversificar, embora seja discutível porque dizem que as equipas funcionam por rotinas.

  3. Pela tua experiencia e se tivesses a oportunidade de melhorar o futebol português, que ideias gostarias de concretizar?

    Difícil essa resposta pela complexidade mas para mim o futebol tem que ter público porque é uma festa, é alegria , é prazer. Quem pensa o contrário não pode ter lugar no futebol. Clubites e gente que faz dos estádios e campos de futebol campos de batalha, tem de ser banidos.

    Tanto havia a debater neste tema que me fico por aqui.

 

  1. Quais são os teus objectivos a curto prazo?

    Neste momento no futebol não tenho objectivos, nem sei sequer se volto ao treino. Depende das pessoas e dos clubes que me convidarem e do que me apresentarem. Se isso acontecer irei voltar a fazer o que sempre fiz: trabalhar para melhorar o clube e colocar a equipa a ganhar que é a minha função .

 

  1. Onde te vês daqui a cinco anos?

    Junto da minha família e dos meus amigos que não são muitos mas são os melhores.

 

  1. Que opinião tens da WI COACH?

    Espaço de futebol com treinadores novos , mais velhos , mais experientes , menos experientes mas todos com ideias e com experiências para partilhar e discutir.

    Bela iniciativa que só é possível devido às pessoas que percebem e são apaixonadas pelo treino e pelo futebol.

     

     

  2. Agradecemos muito a tua disponibilidade de partilhar conhecimentos connosco. No caso de ser possível, pedíamos uma ficha de treino e uma mensagem para partilhar com todos os treinadores que são seguidores da WI Coach

    Ao Pedro Abranja obrigado pela consideração e oportunidade de expressar as minhas ideias e vivências futebolísticas.

    Para os treinadores o que posso dizer é para confiar, acreditar e defender as suas ideias. Mas, se querem vencer no futebol só competência não chega, porque tem de saber adaptar-se ao que o mercado quer e compra e, infelizmente, o futebol está a tornar-se mais empresarial e mais negócio.

    Tem de ter princípios, porque sem eles também, dificilmente, se chega ao que se pretende, sendo o segredo saber quais se deve abdicar e quando se deve abdicar.

    De alguém que não soube adaptar-se e principalmente.....nunca abdicou dos seus princípios de vida e pagou por isso. Abraço e boa sorte a todos sabendo que o azar de uns é a sorte de outros mas.....é assim a nossa vida.

          

     

 

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