Entrevista a Fernando Valente

Entrevista a Fernando Valente

Apaixonado pelo futebol positivo, de ataque, das boas ideias, onde o jogador é o verdadeiro protagonista do jogo... Com a mente completamente aberta às novas tecnologias, à formação, à aquisição de conhecimento e à partilha... Fernando Valente tem seguidores por todo o País, sendo considerado um treinador "fora da caixa", devido à qualidade de jogo apresentada pelas suas equipas. De forma completamente aberta e sem secretismos, fomos conhecer melhor as suas ideias.

Quem é o Fernando Valente fora do Futebol?

É o “ Valente” , chefe de família, pai de 2 filhos no Futebol e de uma futura fotógrafa criativa e casado com uma mulher que é o “ Sol da minha vida “…um apaixonado que aos 56 anos ainda vive o seu dia a dia com liberdade para fazer tudo o que lhe dá prazer…

 

Como foi o seu percurso até a este momento?

Além de ter sido jogador de Futebol, começando em Paços de Ferreira e acabando no União de Paredes a jogar Futsal até aos 38 anos, decidi muito cedo ser Treinador e tirei o 1º nível com 24 anos e em 1999 o IV nível. Adjunto de 2 Treinadores, Coordenador e Treinador de formação, Gestor Desportivo e Treinador Principal no União de Paredes, Clube onde estive mais tempo e onde subi 2 vezes da 3ª á 2ª Divisão Nacional. Treinei ainda o Freamunde, Lousada, Espinho, Desportivo das Aves e atualmente o Santa Clara dos Açores…

 

O Fernando Valente é visto por muitos técnicos como uma referência do futebol positivo. Sente essa responsabilidade?

Não sinto isso como uma responsabilidade, mas como uma maneira de estar na vida: ver sempre o lado “ positivo “ das coisas e da vida, ou te desgastas com o Problema ou com a Solução, o desafio do Treinador é influenciar os seus jogadores para “ Jogarem “ que é o único caminho para evidenciarem o seu potencial e irem subindo de patamar…

O que me realiza é deixar uma marca positiva em todos os que partilharam comigo esta aventura do Futebol e que um dia se lembrem que as minhas equipas tinham um estilo próprio de jogo e que os meus jogadores foram influenciados a desfrutarem do jogo e a acreditarem que podemos “ Ganhar…” muitas coisas se tivermos coragem de aceitar novas ideias.

 

Que referencias teve para ser um treinador “fora da caixa”?

A minha paixão pelo “ jogo de Futebol “ e o meu percurso como praticante levaram-me a perceber que é muito melhor “ ter bola “ que não ter. A partir daí, naturalmente, fui assimilando conceitos que me ajudassem a sustentar esta minha visão do jogo…

Fernando Pereira, antigo central do Salgueiros nos anos 70, meu Treinador no Marco de Canaveses influenciou-me pela visão coletiva que tinha do jogo, sem jogadores de elevado recorte técnico, mas com vontade e disponibilidade de evoluírem…

Carlos Queiroz com a geração de Ouro e a edição de um vídeo “ Aprender a Jogar “ e a Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo ajudaram-me a perceber a lógica da construção do Jogo.

A experiência como praticante de Futsal, há 20 anos, numa altura em que os jogos reduzidos coletivos apareceram como referência duma nova metodologia de treino, ajudaram-me a transferir para o Futebol de 11, conceitos que ainda hoje são a base da minha metodologia e que me ajudam essencialmente a ultrapassar equipas em bloco baixo e a fugir da pressão que os adversários me colocam nos corredores…

Outras referências vão surgindo quando alguém introduz novas ideias no jogo e elas vêm de encontro aquilo em que tu acreditas e neste caso Guardiola marca a diferença…mas recuso-me assumir conceitos “ da moda “, quando vejo que não valorizam o Jogo e o Jogador.

 

No início de época, como é a primeira semana de trabalhos e que objetivos pretende alcançar?

Logo no 1º dia começamos a orientar a equipa para os princípios gerais da nossa maneira de jogar e todo o trabalho visa o conhecimento do grupo e as bases mentais que os jogadores devem desenvolver para promover a flexibilidade comportamental no sentido de estarem disponíveis para aceitar novos conceitos…não há tempo a perder, porque é preciso preparar a equipa para ganhar o 1º jogo…

Os primeiros treinos, são também a “ ensinar “ os princípios básicos do Jogo, ofensivos e defensivos, porque sem os jogadores os dominarem não podemos ter, nunca, um jogo de qualidade…atenção que encontro muitos jogadores com mais de 30 anos que não sabem lidar com esses princípios básicos e que ficam surpreendidos por nunca ninguém lhes ter chamado à atenção para a importância de os dominarem nos vários contextos do jogo…isto diz muito do nível da aprendizagem do jogo em Portugal.

 

Como é um Microciclo tipo em período de competição?

2ª feira - Recuperar os que jogaram e reforçar a competitividade de grupo através de jogos para aqueles que não foram utilizados, criando sempre uma dinâmica forte neste treino para que a intensidade do treino compense a falta do jogo…

3ª feira – Descanso

4ª feira – Ativação intensa e através de exercícios em que o jogo está sempre presente,  para melhorar e reforçar a reação à perda da bola…e ao mesmo tempo valorizando a posse para que a qualidade de passe esteja sempre presente no sentido de fugir à pressão… e reforçando a importância das transições no sentido de criar situações de finalização…

5ª feira – Treino em que trabalhamos a organização  ofensiva , 1º repetir combinações que envolvem a ligação entre  lateral – ala – médio – avançado  com finalização e depois procuramos através de jogos com 3 equipas, valorizar as combinações treinadas, no sentido de criar situações de golo.

6ª Feira – Organização defensiva e ofensiva em que valorizamos as relações      sectoriais e inter- sectoriais, a importância do alinhamento das linhas no processo defensivo e a   importância da criação de linhas de passe no processo ofensivo reforçando depois em jogo os comportamentos individuais e coletivos necessários para que o processo funcione… 

Sábado: Reforço da componente estratégica em relação ao adversário que vamos defrontar, depois de visionar vídeo de apresentação do adversário, e melhoramento de situações de bola parada tanto ofensivas como defensivas…

Domingo: JOGO

O grande objetivo é sempre melhorar de treino a treino e jogo, comportamentos que reforcem a nossa ideia de jogo, em função das dificuldades que vão surgindo a cada dia que passa na abordagem ao jogo… renovando e aperfeiçoando constantemente a nossa identidade, como equipa que percebe o que se está a passar no jogo…se não sei o que se passa no jogo, como posso saber que decisões tomar…?

 

Qual o momento do jogo em que investe mais tempo de preparação? E porquê?

Organização ofensiva, porque entendo que o “ ter bola “ dá muito mais trabalho do que não ter, preparar e organizar os jogadores para assumirem essa vontade, é uma tarefa desgastante, porque é um processo que nunca está terminado…

Trabalho as “ relações “ entre os jogadores em vários contextos de jogo, ao exemplo de qualquer organização ou estrutura coletiva (equipa) é necessário que os intervenientes se relacionem duma maneira organizada e sintonizada na busca de um resultado coletivo e isso requer um aperfeiçoamento constante, de maneira que o processo ganhe dinâmica e inspire confiança e autonomia a quem participa…

 

Qual o perfil indicado para um jogador ser bom executante no seu Modelo?

Ser versátil e inteligente, que saiba olhar para as propostas (ideias) que apresentamos e veja nelas oportunidade de melhorar o seu desempenho e ao mesmo tempo perceber que esses procedimentos visam, sempre, aumentar as suas opções de escolha (tomada de decisão…) em relação aos problemas que o jogo lhe apresenta…

 

Qual a maior dificuldade que sente na operacionalização do seu modelo, quando o apresenta aos jogadores?

A maior dificuldade é “ limpar “ alguns conceitos, que gosto de chamar representações internas, que são a maior parte das vezes limitadoras e que impedem os jogadores de perceberem que o jogo, lhes pode dar um sem número de oportunidades de melhorarem o seu desempenho e poderem atingir níveis de rendimento superiores…os que descobrem essa nova realidade transformam-se, desfrutam e acrescentam valor ao seu desempenho, que em muitos casos lhes permitem melhorar a sua situação financeira, atuando em campeonatos mais competitivos.

 

Na Liga em que está a competir existe uma ideia generalizada de ser uma competição muito física, de luta e disputada nos limites. O que o faz ir contra esta corrente?

Já assumi publicamente noutras ocasiões que o nível do jogador português está muito acima do nível do Jogo praticado em Portugal e isso é culpa dos Diretores e Treinadores, porque a luta pelos pontos, a insegurança do posto de trabalho, a falta de condições de trabalho e essencialmente a falta de ideias na elaboração de projetos desportivos que não estejam dependentes, exclusivamente, dos resultados desportivos…

Em todos os Clubes por onde passei fui assobiado, no inicio do campeonato, porque todos querem a bola em cima da baliza… mas todos sabem que a maior parte das vezes é dar a bola ao adversário, por isso não me conformo com situações de jogo em que a maior parte do tempo passo o jogo a dar a bola ao adversário e a correr atrás dela…uns dizem que “ deram a iniciativa ao adversário…”, outros dizem que foram “ pragmáticos… “ gostava de saber como se treina isso o “ pragmatismo…”?

A maior parte dos Treinadores elogia a sua equipa porque, “ tivemos atitude, soubemos sofrer…” “ corremos e lutamos até á exaustão…” “ os jogadores deixaram a pele em campo “ “ tivemos que lutar e correr mais que o adversário…” é só sofrimento…

Os jogadores estão em campo para “ jogarem” com uma bola, se não tiverem bola não se chama futebol… Por isso acredito que é uma questão cultural, que se devia desenvolver desde a formação, a vontade de ter a bola e dar prazer a quem joga e a quem vê…será sempre a partir desta cultura de promoção do bom jogo que se devem construir os tais “ Modelos de Jogo “ que serão sempre um conjunto de princípios variados que nos fazem evidenciar essa Cultura…

 

Sabendo que nunca abdica do seu jogar, do seu modelo, treina mais que um esquema táctico? Quando começa a treinar o alternativo?

Não partilho dessa visão, que é preciso ter um esquema alternativo para mexer com o jogo ou em função das características de determinado adversário ou resultado…Trabalhamos relações e inter-relações entre jogadores, sustentadas e orientadas dentro de uma estrutura posicional que permite aos jogadores desenvolverem vários tipos de dinâmicas que serão sempre influenciadas pelas características dos jogadores, mais ofensivas ou menos ofensivas, sem perderem o equilíbrio e a capacidade de construírem vários tipos de jogo, o mesmo se aplica quando a equipa está em superioridade ou inferioridade numérica, por expulsão de um jogador.

 

Que características procura dotar as suas equipas nos vários momentos do jogo?

Organização Ofensiva : Versatilidade – Criatividade

Transição  Ataque-Defesa : Reação – Pressão

Organização Defensiva : Equilíbrio – Concentração 

Transição Defesa – Ataque : Controlo – Objetividade

Bolas Paradas : Imaginação – Eficácia

 

Sabendo da sua formação na área, como avalia a importância do Coaching e da Programação Neurolinguística na preparação de uma equipa de futebol?

Imprescindível para quem quiser, realmente influenciar o seu grupo de trabalho e perceber como funciona a mente em vários tipos de contextos…uma ferramenta que mudou a minha visão da vida e essencialmente a minha comunicação com os jogadores, porque o que muitos treinadores não sabem é que não importa os conhecimentos que têm, mas sim o que os jogadores percebem e retêm desses conhecimentos e isso marca toda a diferença…porque é que na maior parte das vezes os treinadores treinam determinados comportamentos durante a semana e eles pouco se evidenciam nos jogos…?

Como podes esperar que os teus jogadores evidenciem o seu potencial se eles não confiam nas suas potencialidades e ao mínimo contratempo perdem confiança…?

Exaltar o que cada um tem de melhor e orienta-lo para o sucesso coletivo é realmente o grande desafio do meu trabalho, além de pensar que há um caminho a explorar que pode marcar toda a diferença na metodologia de treino do futuro: a Programação Neuro –Tática que te ajuda a desenvolver conceitos táticos que atuam no teu consciente e que terão como objetivo aumentar a tua capacidade de decisão, na resolução dos vários “ problemas “ que o jogo e o treino te colocam constantemente…

 

Como se define enquanto Líder de uma equipa de futebol? Que características mais relevantes do Líder podem conduzir ao sucesso na gestão de grupo?

A minha liderança caracteriza-se essencialmente pela proximidade que promovo junto das pessoas que trabalham comigo, envolvendo, partilhando, delegando e entusiasmando no sentido de cada um se sentir parte integrante no caminho que decidimos percorrer juntos, todos são importantes, desde o técnico de equipamentos, aos jogadores ou ao técnico do relvado…

O sucesso na gestão de grupo depende sempre de muitas coisas, mas penso que a flexibilidade comportamental poderá marcar a diferença, porque a capacidade de influenciar os outros na procura do melhor de cada um e de objetivos coletivos, varia de pessoa para pessoa e quanto mais flexível fores mais perto ficas de teres todo o grupo contigo e focado na busca dos melhores resultados.

 

Como é composta a sua equipa técnica e de que forma distribui e delega funções nesses elementos? Tem algum elemento especializado na vertente comportamental de forma a coadjuvá-lo no sentido de potencializar o rendimento dos jogadores e da equipa?

A minha equipa técnica é composta por 3 adjuntos, todos têm intervenção ativa na orientação do processo de treino e nas decisões que tomo, Prof. Márcio Rocha licenciado na área da metodologia de treino, individualizado e prevenção, Miguel Matos certificado no treino específico dos G. Redes e Dr. Hugo Relvas especialista em observação e análise do treino, do jogo e dos adversários.  

Todo o trabalho de organização e orientação do processo de treino é elaborado por mim, assim como tudo o que diz respeito à vertente comportamental no sentido de potencializar o rendimento dos jogadores e equipa, aqui entra a certificação em PNL e o Coaching…

 

Que diferenças encontra entre o Fernando Valente de início de carreira para o actual?

Muitas na utilização de novos recursos e novas tecnologias, poucas diferenças na paixão pela evolução do processo de jogo que sempre tive e nas ideias que desde o principio sempre acreditei e que ainda hoje marcam a diferença:

- O prazer que os jogadores devem ter a jogar…

- As relações que os jogadores devem promover em campo de cariz tático e que aumentam a dinâmica competitiva da equipa e a confiança na execução das tarefas…

- A dinâmica de 2 linhas de 4 e 2 avançados que agora estão na moda e que utilizo desde o inicio da carreira…

- a importância do G. Redes atacar e defender e de vez em quanto pegar na bola à mão…

- Levar o processo ofensivo até ao limite, fazendo 2 contra 1 contra o G.redes…

 

Se fosse jogar com o Barcelona que foi a melhor e mais titulada equipa de 2 015 (Champions e Mundial de clubes) como colocaria a sua equipa jogar? Onde os poderia surpreender?

Não é fácil surpreender equipas que têm jogadores que dominam todas as vertentes do jogo, mas investiria sempre na transição defesa- ataque, onde o principal objetivo seria tirar a bola da zona de pressão e depois garantir a manutenção da posse de bola, fazendo campo grande com grande intervenção do meu G. Redes, não despejando para a frente mas dando seguimento á circulação de bola no sentido de explorar o espaço do lado contrário da bola…

Acredito que as equipas que reagem muito forte à perda da bola, Barcelona, Bayern…, partem do princípio que a recuperam logo, mas se isso não acontecer no imediato e o adversário não perder a posse elas entram em apuros e dão muito espaço para o contra ataque ou ataque rápido…ex. vitórias do Wolfsburgo e Monchgladebach na época passada contra o Bayern de Guardiola…

 

Qual a sua opinião sobre os treinadores Portugueses?

Divido a resposta em 2 partes :

Uma boa, muito boa… e a prova é o que temos feito em termos de resultados por esse mundo fora e esta para alguns é a que conta : Futebol é ganhar…

A outra é má…pouco sentido de classe, pouca partilha efetiva de conhecimentos e informação, alguns falam e partilham ideias gerais, mas não se disponibilizam para divulgar e discutir metodologias em pormenor…

Mas muito mau mesmo é o contributo que os Treinadores portugueses têm dado para a melhoria do jogo e do espetáculo. O jogo praticado em Portugal é pouco atrativo, tirando raras exceções, o que não contribui para trazer pessoas ao estádio .

Temos uma cultura de seguidismo ideológico, somos facilmente influenciados por ideias dos outros e procuramos pratica-las em contextos onde elas não fazem o menor sentido…acredito na “ modelagem “ de modelos de sucesso, mas que sejam adaptáveis a várias realidades…

Centenas de Treinadores foram formados em Portugal, nos últimos 20 anos,  a ouvir sempre os mesmos preletores e as mesmas ideias... quando há gente a precisar de créditos são sempre os mesmos a darem  formação e a falarem repetidamente das mesmas coisas, quando os que estão no ativo e a inovarem não aparecem, ou não os convidam…porque será ?

 

Quando iremos ver o Fernando Valente na 1ª Liga?

Não é importante para mim treinar ou não na 1ª Liga, não é falta de ambição, mas reforçar o que já penso há muitos anos, se merecer vou lá chegar, sempre através das ideias que me fazem acordar apaixonado todos os dias e para um Clube que queira marcar a diferença, acredite em ideias que valorizem a Instituição e potenciem as pessoas que nele trabalhem.

 

Que opinião tem da WI COACH?

Acho que foi uma ideia fantástica e vem de encontro aquilo que eu penso que os Treinadores devem fazer, sem complexos, divulgar o seu trabalho e as suas ideias… quando me apercebi, há uns anos atrás, da força das novas tecnologias: Youtube, redes sociais…comecei a divulgar o meu trabalho, a partilhar informação e posso dizer que foi através dessas ferramentas, que comecei a ter mais propostas de trabalho…ter um espaço (www.wicoach.net) que me dá a oportunidade de o fazer duma maneira prática, que pode levar mais longe as minhas ideias e que elas possam ser “ vendidas “, será irresponsabilidade não aproveitar… Já ouviram falar de “ Marketing pessoal…” ? Como quero ter oportunidades de trabalho se ninguém me conhece…?

Os Treinadores não estão preparados com novas estratégias para entrarem no mercado de trabalho, ninguém lhes dá formação nesta área, como acontece noutras profissões, não basta entregar um currículo e ficar á espera ou andarem outros a falar de ti a diretores desportivos ou presidentes, tens que ser tu a promover contactos e a divulgar as tuas ideias, mesmo em Clubes que têm treinadores, porque não queres o posto de trabalho do treinador do Clube, mas queres dar a conhecer as tuas ideias e se mais tarde o Clube precisar de alguém com o teu perfil poderás ser contratado, porque foste tu que te deste a conhecer…há quem ache isto anti-ético, os que ainda não perceberam que estamos numa sociedade competitiva, onde só quem acrescentar valor às organizações é que está na linha da frente…claro que é preciso apresentar resultados.

 

Agradecemos muito a sua disponibilidade de partilhar conhecimentos connosco. Pedíamos uma mensagem para todos os treinadores que são seguidores da WI Coach.

Eu é que quero agradecer o convite que me fizeram e me terem dado a oportunidade de partilhar, de uma maneira geral, a minha visão sobre este fenómeno fantástico que nos apaixona que é o “ Jogo de Futebol “…

A mensagem que quero deixar aos “ Novos Treinadores “ é que acreditem que tudo é possível de alcançar, porque temos dentro de nós todos os recursos que precisamos para vencer, e há muitas áreas a explorar dentro do Futebol, não se conformem nem se assustem com discursos derrotistas e ultrapassados que no Futebol só “ Ganhar “ é que interessa e que está tudo inventado…faltam ideias novas ao nosso Futebol e só há uma maneira de inverter essa mentalidade : questionar, confrontar , partilhar ideias e conhecimento sem medo, porque aqueles que se escondem convencidos que são donos da verdade, acabam por ser ultrapassados e temos muitos exemplos no nosso Futebol de alguns que ninguém já ouve falar deles…

Se vivermos apaixonados por aquilo que fazemos na vida e no Futebol…teremos sempre “ a place in football – Wi Coach “…

 

Cumprimentos a todos e contem sempre comigo, para partir pedra…

 

Fernando Valente

 

Partilhar:

Comentários

O que se passa hoje?